Mel Pantaneiro pode ser considerado produto único e exclusivo

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Mel Pantaneiro pode ser considerado produto único e exclusivo

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O Mel do Pantanal pode ser o primeiro produto sul-mato-grossense a receber a chamada Indicação Geográfica. O produto que recebe este tipo de certificação tem uma identidade própria que estabelece uma ligação entre suas características e a sua origem. É o caso de produtos famosos pelo Brasil como a cachaça de Paraty, o café do Cerrado Mineiro, o couro do Vale dos Sinos entre outros.

Para dar início à avaliação da região onde é produzido o mel pantaneiro, em mato Grosso do Sul, o consultor, Fernando Schwanke, do Rio Grande do Sul, estará nesta sexta-feira, 10 de julho, em Aquidauana, para conversar com os possíveis parceiros e as associações de produtores que pretendem entrar com o pedido de Indicação Geográfica. O consultor faz visita nesta quinta-feira (9), à tarde, à cidade de Corumbá.

A Indicação Geográfica é o reconhecimento da procedência de um produto com características que o diferenciam dos demais, como a forma de elaboração, os ingredientes e outras qualidades que garantem a exclusividade. Quem concede esta certificação é o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), e o pedido é feito pelo grupo que produz com o produto.

“Para receber essa identificação de procedência, é necessário fazer um levantamento histórico da produção, fazer as adequações operacionais necessárias, delimitar a área onde ela acontece, regular um caderno de normas com as características do produto além de criar uma identidade visual para ele”, conta Schwanke.

Uma vez recebida a indicação, o mel do Pantanal terá vantagens como um maior valor agregado, que o diferencie dos demais, a preservação das particularidades do produto e maior investimento na área de produção. “Esse pode ser o primeiro produto de Mato Grosso do Sul a ser reconhecido geograficamente, posteriormente outras indicações poderão vir”, avalia Marcus Rodrigo de Faria, gerente de agronegócio do Sebrae/MS, que atua no setor apícola há cinco anos.

Na região pantaneira são em torno de 250 a 300 produtores de mel. Serão avaliados os municípios de Anastácio, Aquidauana, Miranda, Ladário, Corumbá, Porto Murtinho, Caracol. Bela Vista, Jardim, Guia Lopes da Laguna, Nioaque, Bonito e Bodoquena. Segundo o consultor de apicultura Gustavo Bijos, as avaliações serão feitas e daqui a três meses serão definidos exatamente quem são e onde estão os apicultores que podem receber o selo.
Indicações Geográficas já concedidas

No Brasil são seis as indicações geográficas já concedidas. São os vinhos do Vale dos Vinhedos (RS), a cachaça de Paraty (RJ), o café do Cerrado Mineiro (MG), a carne bovina do Pampa Gaúcho (RS), o couro do Vale dos Sinos (RS) e as uvas e mangas produzidas no Vale do São Francisco (BA).

Essa certificação torna os produtos mais atraentes e confiáveis para os consumidores, abrindo inclusive, portas para o mercado internacional. “Os grupos que obtém a indicação devem zelar pela gestão e preservação do título, que garante ao grupo produtor processar juridicamente quem comercializar produtos de falsa indicação geográfica”, diz Marcus.

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