Menor moagem no Centro-Sul recupera cana em NY
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Imagem: Arquivo Agrolink
CANA-DE-AÇÚCAR

Menor moagem no Centro-Sul recupera cana em NY

No entanto, o cenário macro melhorou com o nível de desemprego mais baixo nos EUA desde o início da pandemia
Por: -Leonardo Gottems

“O mercado futuro de açúcar em NY teve uma semana de recuperação nas cotações, sobretudo nos dois primeiros contratos com vencimentos para outubro/21 e março/22 que apresentaram altas de quase 20 dólares por tonelada no acumulado da semana, fechando respectivamente em 18.79 e 19.32 centavos de dólar por libra-peso". Foi isso que afirmou Arnaldo Luiz Corrêa, que é consultor, palestrante, técnico para arbitragens e professor de gestão de risco em commodities agrícolas.  

De acordo com ele, a moagem no Centro-Sul teve influência. “O mercado já trabalha consensualmente com uma safra de cana no Centro-Sul abaixo de 540 milhões de toneladas, tendo essa sido a principal justificativa do aumento nas cotações do açúcar na bolsa durante a semana que se encerrou. Ainda é cedo para afirmar de maneira inquestionável que estamos caminhando para uma safra de 520 milhões de toneladas, como insistem alguns”, completou em seu perfil no LinkedIn. 

No entanto, o cenário macro melhorou com o nível de desemprego mais baixo nos EUA desde o início da pandemia. “Existe uma demanda reprimida que deve surpreender quando a pandemia estiver sob controle e equacionada em nível global. Ela vai afetar principalmente o consumo de combustíveis (a maioria da criação de empregos nos EUA tem sido na área de lazer). No Brasil, o consumo total de combustíveis em junho foi 10.26% superior ao mesmo mês no ano passado. No acumulado do ano, compreendendo janeiro a junho, o consumo cresceu 6.23%. São números animadores”, indicou. 

“As exportações brasileiras de açúcar somam 32.3 milhões de toneladas (de julho/20 até junho/21). Isso equivale a dizer que o Brasil exportou um adicional de 10.9 milhões de toneladas de açúcar se compararmos com o mesmo período anterior (de julho/19 até junho/20), um aumento de 50.9%. Com o etanol, as exportações alcançaram 2.9 bilhões de litros, maior volume desde dezembro de 2013 e um aumento de quase 40% em relação ao volume do mesmo período do ano passado”, concluiu. 


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