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Mercado da soja reage em Chicago e pressiona preços no Brasil

No Rio Grande do Sul, a comercialização foi marcada por movimento institucional


No Rio Grande do Sul, a comercialização foi marcada por movimento institucional No Rio Grande do Sul, a comercialização foi marcada por movimento institucional - Foto: Divulgação

O mercado da soja apresentou comportamento misto nesta quarta-feira, refletindo fatores externos e regionais que influenciaram tanto as cotações internacionais quanto o ritmo de comercialização no Brasil. Segundo análise da TF Agroeconômica, o complexo soja em Chicago conseguiu interromper a sequência de perdas observada no início da semana, em meio a compras de oportunidade e expectativas em torno da demanda chinesa.

Na Bolsa de Chicago, os contratos da oleaginosa encerraram o dia com leves oscilações. O vencimento janeiro registrou alta de 0,71%, enquanto março avançou 0,36%. O farelo acompanhou o movimento positivo, ao passo que o óleo de soja fechou praticamente estável, com leve recuo. A recuperação parcial ocorreu após o impacto do relatório WASDE e foi sustentada pela notícia de uma venda pontual para a China, o que reforçou a expectativa de confirmação nos dados semanais de exportação dos Estados Unidos. O mercado também manteve atenção aos relatórios de esmagamento norte-americano e de oferta e demanda da Conab, com expectativa de revisão positiva da safra brasileira diante da regularidade das chuvas.

No Rio Grande do Sul, a comercialização foi marcada por movimento institucional, com pedido de prorrogação do calendário de semeadura até 15 de fevereiro, motivado por atrasos na colheita do milho e excesso de umidade no solo. O plantio atingiu 96% da área prevista, enquanto surgem divergências entre projeções oficiais e avaliações de produtores sobre o impacto climático. Os preços no porto ficaram em R$ 134,00 por saca, com leve recuo no interior.

Em Santa Catarina, os preços permaneceram estáveis e a soja segue avançando sobre áreas tradicionalmente ocupadas pelo milho, impulsionada por melhor rentabilidade. No Paraná, o cenário foi de ajuste negativo mais intenso no interior, contrastando com maior firmeza no porto. Mato Grosso do Sul e Mato Grosso registraram quedas acentuadas, pressionadas pelo avanço da colheita, baixa liquidez e limitações de armazenagem, fatores que aumentam a oferta e reduzem o poder de negociação dos produtores.
 

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