Mercado de feijão entra em fase decisiva de preços
Parte relevante da safra já foi retirada do campo
Parte relevante da safra já foi retirada do campo - Foto: Divulgação
O mercado de feijão inicia o ano com atenção redobrada ao comportamento da oferta e à definição de preços nas principais regiões produtoras do país. Segundo informações do Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (Ibrafe), o foco das negociações está concentrado no Paraná, especialmente na região dos Campos Gerais até a divisa com São Paulo.
No feijão-carioca, os negócios realizados nos feriados indicaram valores entre R$ 230 e R$ 235 para o tipo IAC Nelore e entre R$ 210 e R$ 215 para o Sabiá, FOB Paraná, na região de Castro. A colheita no estado avança de forma acelerada e o ritmo de vendas acompanha esse movimento, o que coloca o mercado diante de um período decisivo para a formação dos preços até o fim de janeiro. A avaliação predominante é de que uma parte relevante da safra já foi retirada do campo e que, até o dia 15 de janeiro, a oferta tende a se reduzir de forma significativa. São Paulo, por sua vez, praticamente deixou de influenciar o mercado, já que a colheita foi concluída e não há expectativa de impacto adicional.
Com isso, a leitura sobre o volume real disponível no Paraná ganha importância, especialmente por qualidade, e não por estimativas informais. A consolidação de poucos negócios em patamares mais altos pode ser suficiente para ajustar todo o mercado. Minas Gerais não atua como alternativa neste momento, uma vez que os estoques estão próximos do fim e os volumes remanescentes não encontram interesse de venda nos preços atuais.
No feijão-preto, o Paraná também segue como principal referência. Os melhores lotes da primeira safra foram negociados a R$ 150, enquanto parte dos produtores optou por reter o produto. Ainda há estoque do ano anterior, mas a sinalização do campo aponta para uma produção significativamente menor nesta temporada. O comportamento desses estoques e a necessidade de cobertura por parte dos empacotadores devem ditar o ritmo do mercado nas próximas semanas.