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Mercado de milho inicia o ano com liquidez limitada

No Rio Grande do Sul, as negociações continuam pontuais


No Rio Grande do Sul, as negociações continuam pontuais No Rio Grande do Sul, as negociações continuam pontuais - Foto: Divulgação

O mercado de milho no Sul do país inicia o ano com negociações lentas, preços defensivos e atenção crescente ao avanço das lavouras, em um ambiente marcado pela cautela dos compradores e pela expectativa de aumento da oferta nas próximas semanas. De acordo com a TF Agroeconômica, a combinação entre colheita em andamento, consumo seletivo e desalinhamento entre pedidas e ofertas segue limitando a liquidez nos principais estados produtores.

No Rio Grande do Sul, as negociações continuam pontuais, concentradas entre cooperativas e pequenas indústrias, enquanto compradores aguardam maior disponibilidade com o avanço da colheita da safra de verão. As referências permanecem amplas, entre R$ 59,00 e R$ 72,50 por saca, e o valor médio estadual recuou para R$ 62,27, segundo a Emater. A demanda interna segue moderada, com exportações lentas e pouca influência no mercado doméstico. Do lado da oferta, produtores permanecem focados na colheita e no cumprimento de contratos. As condições climáticas são favoráveis, com 94% da área semeada e 11% já colhida, além de revisão para baixo das perdas estimadas. A produtividade média projetada é de 7.370 quilos por hectare.

Em Santa Catarina, o mercado segue praticamente travado, refletindo o impasse entre produtores, que pedem valores próximos de R$ 80,00, e indústrias, que indicam cerca de R$ 70,00 por saca. No Planalto Norte, os poucos negócios ocorrem entre R$ 71,00 e R$ 75,00, mantendo a liquidez restrita. A oferta permanece controlada pela retenção de estoques, enquanto a demanda atua apenas no curtíssimo prazo. A média estadual segue estável em R$ 68,46 por saca.

No Paraná, o ritmo também é lento, com produtores indicando valores próximos de R$ 75,00 e indústrias ao redor de R$ 70,00 CIF. As variações regionais seguem mistas e sem força para destravar os negócios. O plantio da segunda safra avança de forma pontual, ainda abaixo de 5% da área prevista, enquanto as lavouras da safra 25/26 apresentam bom desenvolvimento, mantendo o mercado atento à evolução da oferta.

Em Mato Grosso do Sul, apesar da cautela, os preços mostram sinais de recuperação, sustentados pela demanda do setor de bioenergia. As cotações passaram a oscilar entre R$ 56,00 e R$ 60,00 por saca, com altas mais consistentes em algumas praças. As usinas seguem absorvendo parte relevante da oferta, limitando quedas e favorecendo a recente valorização, ainda que sem impacto expressivo na liquidez.
 

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