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Mercado de milho inicia o ano com preços pressionados

Na B3, os contratos futuros encerraram a sexta-feira com comportamento misto


Na B3, os contratos futuros encerraram a sexta-feira com comportamento misto Na B3, os contratos futuros encerraram a sexta-feira com comportamento misto - Foto: Pixabay

O mercado de milho iniciou o ano com movimentos contidos e preços pressionados, refletindo um ambiente de cautela entre compradores e vendedores nas principais referências de negociação. Segundo a TF Agroeconômica, a primeira semana cheia do ano foi marcada por demanda lenta e busca por níveis de preços considerados mais atrativos para a retomada dos negócios.

Na B3, os contratos futuros encerraram a sexta-feira com comportamento misto, mas o acumulado semanal foi majoritariamente negativo. A disputa por melhores oportunidades ainda limita o fechamento de volumes mais expressivos, embora ao longo da semana tenha sido observado um avanço tímido no interesse comprador. As cotações seguem pressionadas nesse início de ano, em meio a ajustes naturais do mercado após o período de festas.

No comércio externo, a estimativa de embarques para exportação ficou em 2,85 milhões de toneladas, número inferior ao registrado em dezembro e também abaixo do volume observado em janeiro do ano passado. No mercado físico, a média Cepea apresentou recuo semanal de 0,62%, enquanto o dólar acumulou queda de 1,63%. Em sentido oposto, o preço FOB Brasil avançou 2,7% no período.

Entre os contratos futuros na B3, o vencimento janeiro de 2026 fechou a R$ 68,73, com leve baixa no dia e perda mais acentuada na semana. O contrato março de 2026 encerrou a R$ 72,89, com alta diária, mas também acumulando recuo semanal. Já o vencimento maio de 2026 ficou em R$ 72,35, estável no dia e com queda no acumulado da semana.

Em Chicago, o milho também fechou a sexta-feira em baixa, em um movimento de cautela antes da divulgação do relatório de oferta e demanda do USDA. Apesar da leve queda diária, o acumulado semanal foi positivo, sustentado pela expectativa de redução nos estoques finais dos Estados Unidos. A produção elevada e sinais de enfraquecimento da demanda externa seguem no radar do mercado, influenciando o comportamento dos preços.
 

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