Mercado de milho mantém negócios seletivos
No Rio Grande do Sul, os negócios ocorrem entre R$ 60,00 e R$ 68,00 por saca
No Rio Grande do Sul, os negócios ocorrem entre R$ 60,00 e R$ 68,00 por saca - Foto: AgResource
O mercado de milho no Sul e no Centro-Oeste segue marcado por negociações seletivas, compras voltadas à reposição e avanço dos trabalhos de campo em diferentes ritmos. Segundo a TF Agroeconômica, os preços permanecem sustentados pela cautela dos vendedores, pela demanda interna e, em algumas regiões, pela recuperação gradual das exportações brasileiras em setembro.
No Rio Grande do Sul, os negócios ocorrem entre R$ 60,00 e R$ 68,00 por saca, enquanto o preço médio estadual recuou 0,71%, para R$ 61,54. A semeadura da safra 2026/27 alcançou cerca de 68% da área estimada em 896,4 mil hectares, com produtividade projetada em 7.711 quilos por hectare. Geadas, chuvas intensas e ventos provocaram danos localizados, mas o plantio retomou ritmo com a melhora das temperaturas.
Em Santa Catarina, as referências de venda estão próximas de R$ 60,00 por saca, enquanto a demanda gira em torno de R$ 55,00, diferença que reduz a liquidez. O estado demanda cerca de 8,5 milhões de toneladas por ano e produziu 2,67 milhões na safra 2025/26, mantendo déficit próximo de 6 milhões de toneladas.
No Paraná, as indicações de compra ficam perto de R$ 60,00 por saca e a demanda em torno de R$ 55,00 CIF. O plantio da safra 2026/27 chegou a 56% da área, enquanto a colheita da segunda safra 2025/26 entra na fase final.
No Mato Grosso do Sul, o milho é negociado entre R$ 54,00 e R$ 55,50 por saca. A indústria de bioenergia segue absorvendo parte da oferta. Até o dia 21, 50% da segunda safra havia sido comercializada e 99,5% da área estava colhida, com produção estimada em 16,253 milhões de toneladas, alta de 16,7%.