Mercado de milho segue cauteloso e plantio avança
No Rio Grande do Sul, os preços variam entre R$ 60 e R$ 68 por saca
No Rio Grande do Sul, os preços variam entre R$ 60 e R$ 68 por saca - Foto: USDA
O mercado de milho no Sul e em Mato Grosso do Sul mantém negociações pontuais, com compradores focados na reposição e produtores mais seletivos na oferta, enquanto o plantio da safra 2026/27 avança em ritmos distintos. Segundo a TF Agroeconômica, o cenário combina ajustes nas cotações, demanda cautelosa e evolução da semeadura conforme as condições climáticas.
No Rio Grande do Sul, os preços variam entre R$ 60 e R$ 68 por saca, enquanto a média estadual da Emater caiu 0,71%, para R$ 61,54. A semeadura chegou a 72% da área prevista, acima da média histórica de 65%. As chuvas reduziram o ritmo no início da semana, mas o tempo seco permitiu a retomada das operações. O milho para silagem alcança cerca de 45% da área estimada no estado.
Em Santa Catarina, as referências estão próximas de R$ 60 por saca, com demanda em torno de R$ 55. O plantio avançou para 83%, ante 25,6% na semana anterior, superando os 64% de 2025 e a média histórica de 59,8%. As lavouras apresentam boas condições nas áreas mais adiantadas.
No Paraná, o mercado segue cauteloso, com indicações de compra próximas de R$ 60 por saca e demanda ao redor de R$ 55 CIF. As cotações recuaram nas principais regiões, enquanto a semeadura atingiu 56% da área. A colheita da segunda safra 2025/26 chegou a 98%.
Em Mato Grosso do Sul, os negócios ocorrem entre R$ 54 e R$ 55,50 por saca. Após uma sequência de altas, os preços passaram a mostrar estabilidade e quedas, com recuo semanal de 3,37% em Maracaju. A colheita da segunda safra foi concluída, e a produção estadual foi estimada em 16,253 milhões de toneladas, alta de 16,7%.