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Mercado de trigo mantém ritmo lento no Sul

No Rio Grande do Sul, o mercado de lotes continua descrito como da mão para a boca


No Rio Grande do Sul, o mercado de lotes continua descrito como da mão para a boca No Rio Grande do Sul, o mercado de lotes continua descrito como da mão para a boca - Foto: Pixabay

O mercado de trigo segue com negociações lentas nos principais estados produtores do Sul do país, refletindo cautela tanto de vendedores quanto de compradores e um cenário de abastecimento confortável para os moinhos no curto prazo. Segundo a TF Agroeconômica, o ritmo dos negócios permanece moderado, com foco em entregas mais à frente e pressão limitada sobre os preços.

No Rio Grande do Sul, o mercado de lotes continua descrito como da mão para a boca. Os vendedores demonstram pouca disposição para fechar negócios e, quando ofertam, partem de valores em torno de R$ 1.100,00 no interior. Do outro lado, compradores não têm pressa, buscam trigo para março com pagamento em abril e indicam preços entre R$ 1.050,00 e R$ 1.070,00. A exportação oferece R$ 1.150,00 no porto, mas sem avanço nas negociações. No cenário de importação, o trigo paraguaio aparece como o mais competitivo, especialmente no noroeste do estado, seguido pelo uruguaio, ambos com vantagem sobre o produto argentino, cuja diferença gira em torno de R$ 120 por tonelada. O preço da pedra ao produtor permanece em R$ 54,00 em Panambi.

Em Santa Catarina, o trigo gaúcho chega aos moinhos do Leste do estado a preços mais baixos do que as ofertas locais, variando de R$ 1.230,00 a R$ 1.250,00 CIF, enquanto o trigo catarinense é pedido entre R$ 1.250,00 e R$ 1.300,00 FOB. No centro do estado, o mercado segue calmo, com moinhos comprando diretamente dos agricultores, enquanto no Oeste predominam aquisições via cooperativas. Os preços de balcão apresentaram ajustes pontuais, com altas, estabilidade e recuos conforme a região.

No Paraná, as negociações também são escassas. Os moinhos estão cobertos até fevereiro e mostram interesse apenas por entregas em março, com pagamento em abril. Os preços variam conforme a região, com o trigo gaúcho e o paraguaio mantendo competitividade. No porto, o trigo importado é ofertado em torno de US$ 250,00 nacionalizado, enquanto o produto paraguaio, apesar da logística mais difícil, segue com preços atrativos no estado.
 

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