Mercado do milho reage a dados de oferta elevados
Na B3, o contrato com vencimento em janeiro de 2026 encerrou o dia cotado a R$ 68,80
Na B3, o contrato com vencimento em janeiro de 2026 encerrou o dia cotado a R$ 68,80 - Foto: Leonardo Gottems
O mercado do milho iniciou a semana pressionado por fatores externos e internos, refletindo um cenário de oferta elevada e ajustes negativos nas bolsas de referência. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos do cereal negociados na B3 apresentaram comportamento misto nesta segunda-feira, influenciados principalmente pela forte queda registrada em Chicago após a confirmação de uma safra recorde nos Estados Unidos.
As cotações sentiram o impacto do desempenho da Bolsa de Chicago, elemento central na formação dos preços do grão, que recuou de forma expressiva mesmo sem alterações nos números da safra brasileira ou das exportações norte-americanas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. No pregão do dia, o milho na CBOT acumulou baixa de 5,44%, reforçando o movimento negativo observado nos mercados futuros.
Na B3, o contrato com vencimento em janeiro de 2026 encerrou o dia cotado a R$ 68,80, com leve alta diária, mas acumulando perdas ao longo da semana. O vencimento de março de 2026 fechou a R$ 72,20, enquanto o contrato de maio de 2026 terminou a R$ 71,55, ambos registrando quedas no dia e no acumulado semanal, refletindo a pressão externa.
Em Chicago, o milho voltou aos níveis observados em outubro. O contrato de março encerrou a US$ 421,50 por bushel, enquanto maio fechou a US$ 430,50. O movimento foi motivado pelo relatório de Oferta e Demanda do USDA, que apontou produção recorde de 432,34 milhões de toneladas, acima das expectativas do mercado. O aumento foi resultado da expansão de área e da elevação da produtividade, mantendo exportações e consumo estáveis, mas ampliando os estoques finais. O relatório trimestral de estoques indicou volume 10% superior ao do mesmo período do ano anterior, consolidando o viés de baixa para os preços.