Mercados agrícolas encerram o ano sem tendência definida
A soja segue pressionada em Chicago
A soja segue pressionada em Chicago - Foto: Divulgação
Os mercados agrícolas iniciam o último dia do ano com ritmo lento, baixa liquidez e ausência de sinais claros que orientem uma tendência definida para os preços. De acordo com a TF Agroeconômica, o ambiente é marcado pela espera, típica do período de fim de ano, e pela falta de novidades relevantes no cenário fundamental.
No mercado de trigo, as cotações em Chicago operam em leve queda, refletindo a ampla oferta global. No Brasil, os preços físicos mostram estabilidade no Paraná e leve valorização no Rio Grande do Sul no acumulado do mês. No cenário internacional, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires revisou para cima a estimativa da safra argentina de trigo para 2025, projetando um volume recorde de 27,8 milhões de toneladas, acima da previsão anterior. A confirmação de uma oferta abundante no Hemisfério Sul é reforçada pelos elevados volumes também observados na Austrália, ampliando a pressão estrutural sobre o mercado. Na Europa, a perspectiva para 2025 indica quedas generalizadas, com retração expressiva nas cotações do trigo e do milho nos contratos mais próximos da Euronext.
A soja segue pressionada em Chicago, com os contratos registrando perdas diante da frustração com a demanda pelo produto americano. Apesar de vendas pontuais, inclusive para a China, os preços permanecem próximos de US$ 10,60 por bushel. No mercado físico brasileiro, os valores recuam tanto no interior do Paraná quanto no porto de Paranaguá. No curto prazo, o mercado segue sem catalisadores capazes de sustentar uma recuperação mais consistente, mantendo as atenções voltadas para o próximo relatório do USDA.
O milho também apresenta um cenário de calmaria. As cotações na CBOT operam em leve baixa, enquanto no Brasil os preços mostram pequena deterioração no período, embora o viés siga levemente positivo devido à boa demanda interna. Entre os indicadores externos, o dólar recua frente ao real, o petróleo Brent avança e o índice do dólar apresenta leve alta, influenciando de forma distinta os mercados de grãos.