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Mercados agrícolas iniciam o dia com viés positivo

No mercado de trigo, os contratos negociados na Bolsa de Chicago registraram alta


No mercado de trigo, os contratos negociados na Bolsa de Chicago registraram alta No mercado de trigo, os contratos negociados na Bolsa de Chicago registraram alta - Foto: Canva

Os mercados agrícolas iniciaram o pregão desta quarta-feira com movimentos positivos nas bolsas internacionais, refletindo fatores climáticos, cambiais e geopolíticos que seguem influenciando a formação de preços das principais commodities. As informações constam na abertura diária de mercados divulgada pela TF Agroeconômica.

No mercado de trigo, os contratos negociados na Bolsa de Chicago registraram alta nas posições de curto, médio e longo prazo, enquanto os preços no mercado físico brasileiro apresentaram leve recuo no Paraná e estabilidade no Rio Grande do Sul. Entre os fatores que sustentam a valorização externa estão o ganho de competitividade das exportações dos Estados Unidos diante da desvalorização do dólar frente ao euro, o crescimento anual das vendas norte-americanas mesmo em um cenário de produção global recorde e a ausência de avanços concretos na resolução do conflito entre Rússia e Ucrânia. Na Argentina, dados oficiais indicam que, de uma produção estimada em 27,8 milhões de toneladas, quase metade já foi comercializada, com predominância das vendas destinadas à exportação, restando pouco menos de 14 milhões de toneladas ainda disponíveis no país.

A soja também opera em alta em Chicago pela terceira sessão consecutiva, apoiada principalmente pelo agravamento do déficit hídrico nas regiões produtoras da Argentina, que compromete o potencial produtivo das lavouras em estágio mais avançado. A elevação dos preços do petróleo, que impacta diretamente os insumos usados na produção de biocombustíveis, e a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade das exportações brasileiras, também contribuem para o movimento. No mercado físico, os preços recuaram no interior do Paraná e mostraram leve recuperação no porto de Paranaguá.

No milho, as cotações apresentam leve alta em Chicago, influenciadas pelo clima seco na Argentina, pela valorização do real e pela alta do petróleo. O cereal ainda encontra suporte no ritmo acelerado das exportações dos Estados Unidos, com expectativa para a divulgação de novos dados oficiais ao longo do dia. No mercado interno brasileiro, os preços seguem pressionados tanto no físico quanto na B3.
 

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