MG recebe 6º Congresso Brasileiro de Heveicultura
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BORRACHA

MG recebe 6º Congresso Brasileiro de Heveicultura

Ideia é apresentar, debater e propor soluções para os principais desafios do setor
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A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) e o Centro de Desenvolvimento do Agronegócio (Cedagro) vão promover entre os dias 22 a 24 de outubro o 6º Congresso Brasileiro de Heveicultura (CBH). O evento vai ocorrer na sede da Emater-MG, em Belo Horizonte. As inscrições são feitas no site do CBH.

O Congresso é um dos mais importantes fóruns brasileiros de inovação tecnológica, atualização, intercâmbio técnico-científico e empresarial que integra os agentes da cadeia produtiva da borracha, representados pelos segmentos de insumos, produção, logística, indústria, comercialização, exportação e pelas instituições de crédito, pesquisa, extensão e ensino.

A importância da borracha natural extraída da seringueira (Hevea brasiliensis) para o Brasil e o mundo consiste na fabricação de milhares de artefatos empregados em diversos setores, como: pneumáticos, engenharia naval, luvas cirúrgicas, preservativos, componentes eletrônicos, eletrodomésticos, calçados, mineração, siderurgia e entretenimento. Além disso, a heveicultura é uma atividade do agronegócio de grande importância social, pela geração de emprego de qualidade, e ambiental, pela elevada captura de carbono atmosférico, o que contribui para a redução do aquecimento global e, também, por ser uma espécie florestal que promove alta proteção do solo e da água.

A produção brasileira de borracha natural representa cerca de um terço da demanda nacional. Em 2017, ainda sob os efeitos da crise econômica, que reflete na retração do consumo de bens e serviços, a produção representou 45% do consumo. Isso significa dizer que existe uma demanda de consumo latente no país. O Brasil, centro de origem e de diversidade genética da seringueira, responde por apenas 1,4% da produção mundial (192 mil toneladas por ano). Cerca de 91% da produção se concentra nos países da Ásia e do Pacífico.

Os atuais baixos preços da commodity são fruto do aumento da oferta e redução da demanda causada pela lenta recuperação das principais economias após a crise do “subprime” (concessão de empréstimos hipotecários de alto risco) deflagrada em meados de 2007. A produção crescente de países do sudeste asiático, como Tailândia e Vietnã, contribuem para desequilibrar ainda mais o balanço entre a oferta e a demanda.

A despeito do atual cenário, projeções de longo prazo do economista holandês Hidde Smit apontam para a ocorrência de déficit de borracha natural no final da próxima década, com consequente recuperação dos preços desta matéria-prima. O momento é extremamente oportuno para o plantio de seringueira, cultivo que inicia a produção após cerca de sete anos, e atinge o pico de extração, a partir do 11º ano.

Para suprir a demanda futura de borracha natural tem-se como principal fator impeditivo a limitação da expansão dos plantios de seringueira nos principais países produtores e exportadores de borracha natural. Por outro lado, o Brasil é o país com maior potencial para expansão da heveicultura e consequente oferta de borracha natural. Há no país muitas áreas disponíveis e aptas para o cultivo da seringueira, sem a necessidade de desmatamento.

Em sua sexta edição, o CBH pretende apresentar, debater e encaminhar propostas e soluções para os principais desafios que afetam o setor, bem como mostrar os avanços tecnológicos e as novas exigências de mercado e de oportunidades de negócios. Serão tratados temas importantes como situação atual e tendências da produção e do mercado da borracha natural no Brasil e no mundo, experiências públicas e privadas de apoio a heveicultura, uso da madeira de seringueira, gestão na implantação e condução de seringais, custos e rentabilidade, política de financiamento e seguro da produção e comercialização, organização de produtores de borracha natural como fator de competividade e outros assuntos.

O evento é aberto para toda a sociedade, em especial para os empresários rurais e industriais, produtores, pesquisadores, extencionistas, professores, consultores, prestadores de serviços, estudantes de graduação e pós-graduação, instituições, entidades públicas e privadas e demais agentes de desenvolvimento que atuam na cadeia agroindustrial da borracha natural.


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