Milho: Perspectivas mais negativas em MT
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Agronegócio

Milho: Perspectivas mais negativas em MT

Alto custo de produção do cereal diminuiu o estímulo dos produtores em investir em tecnologia
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A instabilidade climática que vem assombrando os sojicultores mato-grossenses desde setembro do ano passado, quando teve início o plantio da safra 2015/16, segue tirando o sono e inibindo a tomada de decisões no campo às vésperas do início da semeadura da safrinha de milho no Estado. Ao contrário de outras temporadas, o sentimento é de temor, já que os mesmos problemas que atrapalharam o desenvolvimento da cultura e seu rendimento por hectare também vão impactar sobre o cereal que teve projeção de safra revista, mais uma vez para baixo, pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), nessa semana. E o fator determinante para revisão baixista é justamente a perda do potencial produtivo das plantas.

Como apontam os técnicos do Imea, a quarta estimativa da safra 2015/16 do milho mato-grossense realizada na primeira semana de janeiro de 2016, trouxe perspectivas mais negativas para o potencial produtivo da safra que começará a ser semeada nesta semana, sobretudo no que diz respeito à produtividade das lavouras. “O ponto que se destaca negativamente no momento é a produtividade média do Estado, que é estimada em 95,5 sacas por hectare (sc/ha), demonstrando queda de 2,63% na comparação com a última estimativa realizada em dezembro”, explicam.

O alto custo de produção do cereal nesta safra diminuiu o estímulo dos produtores em investir em tecnologia (fertilizantes), e com isso o potencial de rendimento das lavouras fica comprometido, aliado a isso o sentimento de instabilidade climática que ainda atormenta alguns produtores do Estado reduz expectativas de altas produtividades. “No comparativo com a safra passada a produtividade deve reduzir cerca de 10,64%, já que a temporada 2014/15, ficou marcada pelos recordes de produtividade no Estado e com isso espera-se uma redução de 3% na produção mato-grossense de milho em relação ao último levantamento”, apontam. Conforme a nova revisão, o Estado deverá ofertar 19,36 milhões de toneladas de cereal na safra 2015/16, o que segundo o Imea, mesmo com a redução será a 3ª maior da história.

A área de milho segunda safra no Estado pouco deve se alterar em relação ao último levantamento, com uma leve queda de 0,38%, sendo estimada em 3,38 milhões de hectares. Ainda assim, na comparação com a safra passada se espera um aumento de 2,18% na área semeada do Estado.

PRECAUÇÃO - O volume comercializado do milho da nova safra atingiu no fim de dezembro/15 a marca de 55,4%. Já o cereal da temporada 2014/15 está com 96,1% da produção comercializada. A instabilidade climática que pairou sobre as lavouras de soja durante os meses de novembro e dezembro desviou o foco do produtor para fechamento de negócios e o avanço de comercialização durante o mês de dezembro/15 foi o menor desde o início das negociações. O grande volume já comercializado da safra futura é outro fator que tem colaborado para avanços tímidos nas negociações, mesmo com o preço médio sendo o maior já registrado, ficando com média de R$ 18,24/sc. “Desta forma, enquanto o clima não der ‘sinais’ de que poderá colaborar para um avanço no potencial produtivo do milho do Estado, o agricultor continuará receoso e a comercialização andará em ritmo lento”.


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