Milho e soja disparam com a "febre do etanol"
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Agronegócio

Milho e soja disparam com a "febre do etanol"

Em janeiro, a soja e o milho foram os únicos produtos agrícolas que tiveram alta
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A "febre do etanol" nos Estados Unidos segue valorizando o mercado de grãos. Em janeiro, a soja e o milho foram os únicos produtos agrícolas que tiveram alta nas bolsas internacionais. Apesar de a variação acumulada para a oleaginosa ter sido superior a do cereal, a alta verificada na soja é, segundo analistas de mercado, decorrente do milho. No mês passado, as cotações da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) subiram 5,34% e as do milho 4,33%.

"O mercado esteve muito especulado, motivado pelas intenções de plantio dos Estados Unidos", diz Fábio Turquino Barros, analista da AgraFNP. Além disso, segundo ele, o anúncio de redução do consumo de gasolina em 20% nos Estados Unidos, significa que haverá investimento em outras tecnologias, mas que, mesmo assim, a produção de etanol crescerá. "Quanto mais aumentam a área de milho, menor é a de soja e, deste modo, o preço da oleaginosa se eleva", avalia. Relatório da Informa Economics indica uma área de milho 9,3% superior e a da soja, 6,2% menor. Barros acrescenta que o novo cenário da soja e do milho, voltado para combustíveis, faz os fundos olharem estes produtos sob outra perspectiva, trazendo liquidez ao mercado.

"Quem deu os fundamentos do mercado no mês passado foi o milho", afirma Leonardo Sologuren, da Céleres. Um dos motivos, segundo ele, é a baixa relação de estoque e consumo: 6,4%. Aliado a isso, o analista acrescenta que tanto o mercado interno e as exportações dos Estados Unidos estão aquecidas. "A soja está pegando carona", acredita. Além disso, em sua avaliação, no caso da oleaginosa, o mercado está antecipando a perspectiva da área plantada da safra 2007/08 dos Estados Unidos, cujo plantio é em maio.

No mercado interno, os preços do milho estão valorizados porque há um quadro de escassez - apenas 3% da safra foi colhida - e expectativa de muita exportação. Para a soja, segundo ele, as cotações no Brasil seguem o movimento de Chicago. "O mercado dos dois grãos está parado, esperando a oferta aumentar", diz Barros. Os preços são apenas nominais, de R$ 18 a saca de milho e de R$ 31 a saca de soja em Cascavel (PR).

Na contramão, café, suco de laranja, trigo e açúcar registraram quedas no mês passado. No caso da laranja, o motivo foi a perda das indústrias com a geada na Califórnia. Para o açúcar, as vendas do Brasil e a baixa dos preços do petróleo derrubaram as cotações. A movimentação dos fundos provocou a queda tanto no café quanto no trigo.


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