Milho monitora safra dos EUA e clima na Argentina
Semana de atenção ao relatório do USDA
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A análise do especialista da Grão Direto, divulgada nesta segunda-feira (9), indica que a divulgação do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), prevista para 10 de fevereiro, deve trazer maior clareza sobre o tamanho da safra norte-americana e os estoques globais. A expectativa é de que o órgão confirme uma produção elevada nos Estados Unidos, o que pode pressionar as cotações em Chicago caso não haja um corte relevante nas estimativas para a Argentina.
Segundo a Grão Direto, a situação argentina, marcada por calor e seca, com perdas projetadas na produtividade do milho semeado cedo, tende a atuar como contraponto para evitar quedas mais acentuadas nos preços internacionais.
No Brasil, o mercado acompanha a janela de plantio da safrinha, considerada determinante para a produtividade média nacional. No Mato Grosso, a semeadura alcançou 28,30% da área estimada, de acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), com avanço de 12,71 pontos percentuais na última semana, impulsionado pelo ritmo da colheita de soja. O percentual representa aumento de 5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Nesse contexto, a Grão Direto avalia que as condições climáticas ao longo da semana são determinantes para orientar os preços no curto prazo.
Em relação ao mercado interno, a Grão Direto aponta que, apesar da firmeza das cotações, a entrada da safra de verão e o aumento da oferta por parte de produtores que precisam liberar espaço nos armazéns para a soja podem abrir janelas de recuo temporário nos preços físicos do milho.
À semelhança das semanas anteriores, a expectativa para os próximos dias é de um mercado com menor ritmo, em processo de assimilação dos números da safra, com possibilidade de novos ajustes para baixo ao longo da semana.