Milho pede vendas escalonadas e proteção de preços
Para os agricultores, a orientação é aproveitar os preços atuais para vendas parciais
Para os agricultores, a orientação é aproveitar os preços atuais para vendas parciais - Foto: Nadia Borges
O mercado de milho exige estratégias mais graduais de comercialização e proteção diante da ampla oferta interna e de sinais mistos no cenário internacional. Segundo análise da TF Agroeconômica, a recomendação central para a cadeia é escalonar vendas, compras e mecanismos de proteção, evitando concentrar decisões em uma única direção do mercado.
Para os agricultores, a orientação é aproveitar os preços atuais para vendas parciais, mantendo uma parcela da produção para eventuais altas ligadas às exportações ou ao mercado externo. A estratégia prevê ampliar a proteção caso Chicago perca US$ 5,25 por bushel e o mercado brasileiro recue abaixo de R$ 69,00, além de observar exportações, câmbio e ritmo de vendas internas.
Cooperativas e cerealistas devem priorizar giro de estoques, originação seletiva e proteção de margens. A análise recomenda cautela com posições especulativas compradas enquanto a elevada disponibilidade da segunda safra limitar uma recuperação mais forte dos preços domésticos.
Para exportadores, o foco deve estar na busca por novos destinos, no acompanhamento da competitividade do milho brasileiro e na proteção das margens. A menor produção europeia e a possibilidade de maior necessidade de importação são fatores a monitorar.
Fábricas de ração e de etanol podem adotar compras escalonadas e ampliar a cobertura em eventuais recuos. A orientação é relacionar as aquisições às necessidades de consumo, capacidade de armazenamento e margens industriais, usando instrumentos de proteção quando necessário.
O ponto central é que o mercado brasileiro ainda depende de exportações mais consistentes para absorver a oferta, enquanto Chicago encontra sustentação parcial em problemas climáticos nos Estados Unidos e na menor produção europeia.