Milho recua na B3 e devolve ganhos recentes
As cotações recuaram em um cenário de perda de competitividade
As cotações recuaram em um cenário de perda de competitividade - Foto: Nadia Borges
O mercado de milho apresentou movimentos distintos nos preços nesta quarta-feira, refletindo fatores internos e externos que influenciaram as negociações tanto no Brasil quanto no exterior. De acordo com a TF Agroeconômica, o milho negociado na B3 encerrou o dia em leve baixa, devolvendo os ganhos registrados na sessão anterior.
As cotações recuaram em um cenário de perda de competitividade do cereal brasileiro no mercado internacional. Esse movimento foi reforçado pelo ajuste levemente negativo na estimativa de embarques de janeiro, revisada para 3,39 milhões de toneladas, refletindo o impacto do câmbio e a menor atratividade do produto nacional frente ao dólar. No mercado interno, apesar da continuidade da demanda, o ambiente segue mais confortável para os compradores. Os elevados estoques de passagem, somados ao início da colheita no Sul do país, contribuem para reduzir a pressão por novas aquisições.
Nesse contexto, os contratos futuros do milho na B3 registraram quedas mais acentuadas. O vencimento março de 2026 fechou a R$ 67,96, com recuo diário de R$ 0,97 e perda de R$ 2,93 na semana. O contrato maio de 2026 encerrou a R$ 67,63, com baixa de R$ 0,85 no dia e de R$ 2,32 na semana. Já o julho de 2026 foi cotado a R$ 67,25, com redução de R$ 0,20 no dia e de R$ 1,42 no acumulado semanal.
Em Chicago, o milho seguiu trajetória oposta e fechou em alta. O contrato março avançou 0,82%, a US$ 4,30 por bushel, enquanto o maio subiu 0,75%, para US$ 4,38 por bushel. A recuperação dos preços ocorreu após a reafirmação de apoio político ao uso anual do etanol E15, além de preocupações com o déficit hídrico na Argentina. Dados mais recentes indicaram queda semanal nos estoques de etanol e produção diária de 1,11 milhão de barris, ainda acima do volume registrado no mesmo período de 2025.