Moinho da M. Dias Branco já opera em Aratu (BA)
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Agronegócio

Moinho da M. Dias Branco já opera em Aratu (BA)

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Com a entrada em operação do Grande Moinho de Aratu (GMA), o grupo M. Dias Branco inaugura a primeira etapa de seu complexo industrial, na Ponta do Fernandinho, Base Naval de Aratu, na Região Metropolitana de Salvador. Com investimentos da ordem de R$ 500 milhões, o projeto total prevê ainda, além do moinho, uma fábrica de massas e biscoitos, um terminal portuário, silos, um centro de distribuição, um depósito de farelos, armazém e prédio da administração.

Última geração

O Grande Moinho de Aratu utiliza tecnologia de última geração. Os equipamentos, produzidos pela indústria suíça Bühler, são controlados por computadores, que misturam as dife-rentes massas de acordo com a receita de cada produto a ser fabricado. O conjunto de silos tem 21 unidades verticais, com altura de aproximadamente 60 metros. A capacidade de armazenagem dos silos é de 80 mil toneladas de trigo.

O empreendimento baiano foi concebido para atender ao mer-cado da Bahia e da Região Centro-Sul do País, e fornecer farinha de trigo para as fábricas da Adria, Basilar, Isabela e Zabet. A estratégia é elevar a participação de mercado do grupo – que já detinha mais de 30% de participação no segmento de massas e biscoitos no Norte e Nordeste e, com as incorporações recentes, passou a dominar 14% das vendas nacionais de biscoitos e 20% da comercialização de massas.

Exportação de grãosA programação é de que todo o complexo industrial seja inaugurado em agosto do próximo ano, inclusive o porto privado, que vai se destinar a atender a demanda da empresa e também à exportação de grãos, provenientes da região oeste. Ao todo são 354 mil metros quadrados, sendo 142 mil metros quadrados de área construída. A meta é gerar, no total, 4,5 mil empregos diretos e indiretos quando todo o complexo estiver funcionando em plena capacidade.

Três berços

O terminal portuário terá três berços de atracação para granéis sólidos, especialmente soja, e condições de embarcar até 1,5 mil toneladas por hora de grãos. "O porto será o ponto de partida para um novo corredor de exportação de soja e outras commodities agrícolas", informa o diretor comercial da divisão de moinhos do grupo, Luiz Eugênio Pontes. A instalação do complexo industrial de Aratu conta com incentivos fiscais do Programa Desenvolve, do governo baiano.

O investimento na Bahia, embora o mais vultoso, não é o único que reforça a Divisão Alimentos do grupo M. Dias Branco, que detém 30% do mercado de massas e biscoitos nas regiões Norte e Nordeste. Há dois anos, o grupo já havia aplicado de US$ 38 milhões num moinho e fábrica de massas em Natal (RN) e, em 2002, pôs para funcionar a fábrica da GME - Gorduras e Margarinas Especiais, em Fortaleza, com investimento de R$ 102 milhões.

Em Cabedelo

Atualmente, o grupo realiza obras para a construção de um moinho e fábrica de massas e terminal de descarga de grãos em Cabedelo, próximo a João Pessoa (PB), com custo estimado em R$ 108 milhões.

Também consta nos planos do grupo M. Dias Branco investir em áreas diversas, como geração de energia, fabricação de sabões (em barra, grão e pó), de sabonetes ou ainda na industrialização de embalagens para alimentos. Em relação à fabricação de embalagens, a iniciativa vem para suprir a demanda própria mensal de 300 toneladas de laminados.

Matéria-prima excedente

Já no caso de sabões e sabonetes, o investimento, entre outras funções, visa a aproveitar a produção excedente de matéria-prima na GME. "O refino de óleo resulta num subproduto, uma espécie de borra, que adicionado ao sebo e soda cáustica resulta na produção de sabão", disse o diretor superintendente do grupo Ivens Dias Branco Júnior.

Com perspectivas de faturar R$ 1,5 bilhão este ano, o grupo M. Dias Branco tem negócios em diversas áreas.

Hotéis e logística

Além dos moinhos e das três fábricas de biscoitos, o grupo possui uma refinaria de óleo, uma usina de hidrogênio, uma fábrica de margarina e gordura vegetal, hotéis, construtoras imobiliárias e empresas de logística. Seu portfólio de produtos possui 85 itens diferentes, entre eles marcas já conhecidas do público como Richester e Fortaleza.

10 mil empregados

O grupo M. Dias Branco é o líder na América Latina na fabricação de massas e biscoitos. Há dois meses adquiriu as quatro fábricas brasileiras do grupo argentino Socma/Macri - três em São Paulo e uma no Rio Grande do Sul. Controlado pelo empresário Ivens Dias Branco, o grupo tem 10 mil empregados e conta ainda com uma construtora, uma imobiliária e incorporadora e dois hotéis, sendo um de cinco estrelas, o Holliday Inn, em Fortaleza. A história do grupo começou em 1927, quando o imigrante português Manoel Dias Branco, com 21 anos de idade, desembarcou no Pará, indo depois para o Ceará.


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