Morre Francisco Cunha Pereira Filho, diretor-presidente da RPC
A história do jornalista e advogado está baseada na luta pelas causas parananesens
Morreu ontem (18/03/2009), às 23h55, o diretor-presidente da Rede Paranaense de Comunicação, doutor Francisco Cunha Pereira Filho. O velório está ocorrendo no salão principal da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná (UFPR), onde será realizada missa às 16h. O enterro está marcado às 18 horas, no Cemitério Municipal de Curitiba.
Francisco Cunha Pereira Filho estava com 82 anos. Nascido a 7 de dezembro de 1926, era filho do desembargador Francisco Cunha Pereira e de Julinda. Foi casado com Terezinha Döring Cunha Pereira e pai dos filhos Francisco Cunha Pereira Neto, Guilherme Döring Cunha Pereira, Ana Amélia Cunha Pereira Filizola e Cristina Cunha Pereira.
Advogado e jornalista, formou-se em Direito pela Universidade Federal do Paraná, onde também foi professor. Em 1962, associou-se ao empresário Edmundo Lemanski na compra do jornal Gazeta do Povo, que em pouco tempo se transformou no maior jornal do Paraná.
Em 1965, amplia sua atuação na comunicação no Estado, com a aquisição da TV Paranaense, que em 1976 tornou-se afiliada da Rede Globo. No final da década de 70 e na década de 80, Francisco Cunha Pereira Filho e seu sócio Edmundo Lemanski adquirem a TV Cultura de Maringá, a TV Coroados de Londrina, a TV Imagem de Paranavaí, a TV Cataratas de Foz do Iguaçu, a TV Esplanada de Ponta Grossa, a TV Oeste de Cascavel e a TV Guairacá de Guarapuava. Em 2000, o grupo passa a se chamar RPC, agregando as oito afiliadas da Globo, os jornais Gazeta do Povo e Jornal de Londrina, o Portal RPC e as rádios Mundo Livre e 98 FM.
Em toda sua história de advogado e comunicador, Francisco Cunha Pereira Filho se dedicou à luta pelas causas do Paraná. Ele foi responsável por uma série de campanhas que marcam para sempre a história do Estado. Entre as bandeiras que levantou estavam o direito de o Paraná receber os royalties de Itaipu como compensação pela perda de áreas férteis, inundadas pelo lago da usina hidrelétrica e a campanha contra a criação do Estado do Iguaçu, que dividiria o Paraná.
Outras campanhas de sucesso foram a defesa da instalação do sistema ILS no aeroporto Afonso Pena para dar mais segurança nos pousos e decolagens; a instalação de um pólo industrial na região de São Mateus do Sul como conseqüência da exploração das jazidas de xisto; a passagem de um ramal do gasoduto Brasil-Bolívia pela região Norte do Paraná, colaborando para o desenvolvimento da região;
Empresário ligado às atividades da sociedade paranaense, era integrante ativo das principais entidades de classe do Paraná e de instituições de ensino, como a Universidade Federal do Paraná, na condição de membro do Conselho Universitário. Defensor intransigente dos interesses do estado, ele defendia a presença de personalidades paranaenses nas mais altas esferas de decisão da vida nacional, como ministérios e cortes superiores de Justiça. Como diretor-presidente da RPC era respeitado e admirado pelos seus funcionários graças à relação de respeito e afetuosidade que mantinha com sua equipe de colaboradores.