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MS atrasa avaliação da pecuária do PR pela OIE

Os técnicos da OIE só irão analisar o relatório do PR junto com os dados do MS


A decisão sobre a recuperação do status sanitário do Paraná de estado livre de febre aftosa com vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) deve ficar para setembro próximo. O estado perdeu o título depois de dez anos sem registros de febre aftosa quando o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) declarou a existência de sete focos da doença no final de 2005.

Segundo a Secretaria de Agricultura, as informações sobre as ações sanitárias desenvolvidas no Paraná foram enviadas à (OIE) em janeiro, mas os técnicos só irão analisar o relatório juntamente com os dados do Mato Grosso do Sul (MS), que ainda cumpre período de vazio sanitário.

Segundo o Sindicato das Indústrias de Carne do Paraná (Sindicarnes), desde outubro de 2005 - quando foram levantados embargos em função da suspeita de febre aftosa - o Paraná deixou de exportar cerca de US$ 400 milhões.

Para o superintendente do Ministério da Agricultura (Mapa) no Paraná, Walmir Kowalewski de Souza, ainda há uma sombra de expectativa que a decisão sobre o estado seja conhecida em maio, quando a OIE tem agendada uma reunião.

Técnicos brasileiros têm dito que não há tempo hábil para o envio do relatório com as ações desenvolvidas no Mato Grosso do Sul. "O ministério está trabalhando para a retomada do status sanitário, só que o Brasil tem que dar garantias das medidas adotadas nas fronteiras", alertou o superintendente. Especialistas do Mapa estão preparando plano de atuação nas fronteiras com o Paraguai, Argentina e Bolívia.

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