Negócios florestais ganham segurança com projeto para o novo Código
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Agronegócio

Negócios florestais ganham segurança com projeto para o novo Código

Especialista descreve tendências e mudanças no cenário florestal nos últimos 20 anos
Por: -Janice
Especialista descreve tendências e mudanças no cenário florestal nos últimos 20 anos

O projeto do novo Código Florestal aprovado semana passada pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados favorece os negócios florestais, inclusive para os fundos de investimentos estrangeiros. Na última década, os principais fundos aplicaram cerca de US$ 1 bilhão nas florestas do Brasil. Com segurança jurídica, a projeção de US$ 2 bilhões para os próximos cinco anos passa a US$4 bilhões, calcula o especialista Tarcísio Araújo Kroetz, sócio de um dos maiores escritórios de direito empresarial do país, Hapner e Kroetz Advogados, de Curitiba, no Paraná[1].

Um dos fundos internacionais que ele atende já adquiriu por meio do escritório cerca de 200 mil hectares em áreas para reflorestamento, o equivalente a um Rio de Janeiro e meio, ou 4,5 cidades do porte de Curitiba. “O mais importante em relação ao Código é que as regras vão ficar mais claras e flexíveis do ponto de vista de quem compra, que vai se sentir mais seguro”, explica o advogado.

Tarcísio Araújo Kroetz atende há mais de 20 anos contratos relacionados a negócios florestais, de madeireiras, indústrias e fundos internacionais de investimento florestal. Ele conta que todos os dias o escritório está envolvido com algum contrato relacionado a florestas e são grandes as dificuldades de lidar com a legislação confusa, que reúne mais de 16 mil itens, muitos contraditórios.

Com a valorização das florestas ao longo dos anos por causa das crescentes preocupações ambientais e demandas por madeira, o cenário do setor se tornou muito mais complexo, com mais tecnologias, e os negócios se concentraram em grandes empresas e instituições. “Vinte anos atrás havia florestas para aquisições, e hoje elas praticamente não existem mais: o que existe são imóveis rurais que já foram usados para pecuária e têm potencial para servir ao reflorestamento”, descreve o advogado.

Tarcísio Araújo Kroetz conta que normalmente os fundos têm sede nos Estados Unidos, mas administram também capital europeu e do Oriente Médio. “As principais diferenças em relação aos empresários brasileiros é que eles exigem título de propriedade, cumprimento das regras ambientais, e também agem de forma planejada, com projetos que normalmente têm prazo de 21 anos”.

Para os investidores desses fundos, analisa, há, portanto, muito baixo risco e rapidez na recuperação do investimento, que normalmente ocorre já no primeiro dos três desbastes de cada projeto, com a comercialização da madeira cultivada. “No Hemisfério Norte as florestas levam em média 100 anos para se recomporem”, comenta o especialista.

No Brasil, lembra, a maioria das áreas para aquisição concentrava-se apenas entre o Rio Grande do Sul e São Paulo, e hoje, as oportunidades estão também em Minas Gerais, Bahia e região Norte. As áreas das regiões Sul e Sudeste estão muito mais valorizadas em função de proporcionarem crescimento mais rápido e pela proximidade dos mercados consumidores, tais como as indústrias moveleiras, por exemplo. As informações são de assessoria de imprensa.

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