Noroeste atento à mancha preta

Agronegócio

Noroeste atento à mancha preta

O último balanço concluído é da safra de 2007 e mostrou que no Paraná existiam 10.500 ha com tangerinas
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Apesar de representarem menos de 20% da produção estadual, os pomares de tangerina do Noroeste do Paraná e as frutas que chegam à região estão sendo monitorados para se evitar a disseminação da mancha preta dos citros. Uma das ações é fazer cumprir a determinação federal que proíbe o transporte interestadual e a venda dos frutos com folhas e ramos.

Na região de Paranavaí, segundo a agrônoma Sônia Vicentini, do Setor de Sanidade da Citricultura pertencente à Secretaria Estadual da Agricultura (Seab), os produtores de laranja para o consumo in natura são conscientizados a usarem o packin-house, onde as frutas são higienizadas e classificadas. As laranjas para as indústrias não necessitam do cuidado porque são processadas. Já os produtores de tangerinas são orientados à colheita da fruta sem folhas, o que já é uma rotina na região, diferentemente dos municípios do Vale do Ribeira (Região de Curitiba), onde sempre foi normal a colheita da fruta com ramos e folhas. Para evitar as frutas em cargas com folhas e ramos, a fiscalização promove barreiras volantes nas rodovias e faz fiscalização nos mercados.

O mesmo cuidado é adotado na região de Altônia, onde existem cerca de 600 ha de plantas cítricas. O fiscal agropecuário Ivo Aparecido da Silva diz que já é tradição na região apanhar o fruto sem o talo. E os cuidados foram aumentados agora com a ameaça de disseminação da praga mancha preta.

O produtor João Cripa tem 750 pés de poncã no sítio de cinco alqueires em Altônia e diz que, além dos cuidados com a colheita, está sempre verificando se há sinais de doença no pomar, que possui ainda mexirica e laranja. A maior preocupação dele é com a queda de quase 50% na produção por causa da seca que prejudicou o crescimento dos frutos.

Segundo a Seab, o último balanço concluído é da safra de 2007 e mostrou que no Paraná existiam 10.500 ha com tangerinas, dos quais mais de 80% na Região de Curitiba.

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