Norte fluminense colhe bons resultados com o abacaxi

Agronegócio

Norte fluminense colhe bons resultados com o abacaxi

Um projeto-piloto implantado pela Firjan com recursos federais e estaduais conseguiu aumentar a produção da fruta em mais de 28%
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O Norte fluminense vem conseguindo bons resultados no cultivo do abacaxi, com a união de esforços entre entidades como o Governo do Estado, a Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan) e o Ministério da Integração Nacional. Um projeto-piloto implantado pela Firjan com recursos federais e estaduais conseguiu aumentar a produção da fruta em mais de 28%. A ação teve como ponto de partida estudos que incluíram o monitoramento de lavouras nas cidades de São Francisco de Itabapoana, São João da Barra, e Campos dos Goytacazes. Técnicos contratados descobriram que o modo de atuação dos agricultores prejudicava a produtividade. Assim, o sistema de fileiras alternadas foi substituído, nas plantações, pelo de fileiras duplas, o que facilitou o acesso dos produtores à colheita. As folhas espinhosas dos abacaxis e a pouca distância existente entre as fileiras das plantações dificultavam o acesso dos produtores.

- Monitoramos algumas lavouras e contratamos a Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais, para saber que tipos de pragas existiam e como era a plantação. Durante um ano, realizamos este monitoramento. Os técnicos, então, identificaram que a maneira como o abacaxi era plantado dificultava e prejudicava a colheita, posteriormente. Os produtores cortavam as folhas pra poder entrar no meio da lavoura e isto afetava o desenvolvimento da fruta – explica o coordenador do grupo de agroindústria da Firjan, Antônio Salazar.

O projeto-piloto teve início em 2005, por meio de um convênio da Firjan com o Ministério da Integração, com o objetivo de modernizar a produção na Região Norte. Junto com eles, o Governo do Estado, através da Secretaria de Agricultura, Pesca e Abastecimento, passou a financiar produtores que participavam do projeto por intermédio do programa Moeda Verde/Frutificar, que visa estimular o aumento da produção de frutas no estado do Rio de Janeiro, permitindo o acesso a novas variedades e o aporte de modernas tecnologias, com linha de crédito específica para financiamento de projetos de fruticultura irrigada.

De acordo com o coordenador do programa estadual, Norton Naldi Filho, 16 produtores no Norte Fluminense estão sendo financiados pelo Moeda Verde/Frutificar. O incentivo dados aos agricultores está fazendo com que eles consigam realizar colheita fora de época. O Governo do Estado ajuda a garantir um sistema de irrigação adequado e financia material e equipamento, caso seja necessário.

- Oferecemos assistência técnica e financiamento, de acordo com a necessidade destes produtores – destaca.

Em meados do ano passado, o contrato expirou, mas foi novamente reaberto. Agora, o Ministério da Integração Nacional realiza parceria com a Prefeitura de São João da Barra, com o objetivo de atender a cidade e os demais municípios da região Norte. Segundo o coordenador do grupo de agroindústria da Firjan, Antônio Salazar, a unidade da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) de Campos dos Goytacazes está iniciando um projeto, com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), para aperfeiçoar o equipamento utilizado para fazer as fileiras duplas.

- Mudar qualquer coisa na agricultura é difícil por conta da tradição e do conservadorismo de alguns. Para se realizar fileiras duplas nas plantações, é preciso um equipamento específico, chamado de sulcador, que faz o sulco para o plantio na distância exata. Havia um produtor em São Francisco de Itabapoana que já realizava as fileiras duplas e o equipamento que adotamos surgiu daí – conta Salazar.

Em São Francisco de Itabapoana duas plantações em fileiras duplas foram monitoradas. O resultado foi o aumento de 22,8% na produção de grandes frutas (com mais de um quilo e meio), 28% na de frutas comerciais (acima de um quilo) e 17,6% no número de plantas por hectare. Hoje, 26% dos 88 produtores já aderiram ao novo sistema.

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