Nova indústria da Cooplantio deve alavancar exportações de arroz

Agronegócio

Nova indústria da Cooplantio deve alavancar exportações de arroz

A abertura de novos mercados para exportação é dos objetivos com a nova indústria
Por: -Janice
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Nesta quarta-feira, dia 11, ocorreu a inauguração oficial da nova indústria de arroz da Cooplantio (Cooperativa dos Agricultores de Plantio Direto), localizada no Distrito Industrial de Pelotas. A cerimônia contou com a presença de autoridades, como o presidente da Cooplantio, Daltro Benvenuti; o prefeito da cidade, Fetter Júnior; o presidente do Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA), Cláudio Pereira - representando o governo do estado -; além de gestores e profissionais responsáveis pela implantação e pelo desenvolvimento do projeto. Entre eles, o gestor da Unidade de Negócios Alimentos, Camilo de Oliveira; o gestor industrial, Inácio Magalhães; e o mestre em tecnologia pós colheita de arroz, Gilberto Amato.

Em seu discurso, Benvenuti falou das vantagens que o novo projeto – um investimento avaliado em cerca de R$ 16 milhões -, vai trazer para o setor produtivo gaúcho. "A nova indústria oferece um sistema que protege o meio ambiente e tem competitividade. Produziremos mais arroz, com melhor qualidade, gastando menos água e menos combustível", comemorou. Segundo o presidente, a Cooplantio chega a 2011 com faturamento de R$ 500 milhões e 14 mil associados ativos (30 mil no total), com foco na conquista de espaço também nos supermercados.

A abertura de novos mercados para exportação é outro grande objetivo com a nova indústria. Até o início de maio, já foram exportadas 25 mil toneladas de arroz beneficiado de seus associados - mais que o dobro do volume exportado em 2010 (10 mil toneladas) – para diversos países da Europa, América Latina e África.

Segundo o gestor Camilo de Oliveira, o mercado mais promissor é o africano e a indústria da Cooplantio está pronta para atendê-lo, com uma capacidade potencial de 500 mil fardos ao mês ou 180 mil toneladas por ano. "Vamos continuar focando no mercado externo. Assim, contribuiremos para o escoamento da produção dos arrozeiros gaúchos, melhorando a renda de nossos associados e garantindo a continuidade dos investimentos", ponderou.

De acordo com o presidente da cooperativa, o número de associados beneficiados com o novo projeto gira em torno de cinco mil, nos 200 mil hectares de arroz que a Cooplantio atua com o plantio direto. Sobre a geração de empregos através da nova indústria - que hoje opera com 60% de sua capacidade e emprega 25 funcionários -, a estimativa é que sejam contratadas 60 pessoas até dezembro.


                                             Esquerda para direita: Fetter Júnior - Prefeito de Pelotas; Cláudio Pereira – IRGA; Edilson Martins
                                             de Alcântara - Diretor do Departamento de Gestão de Risco Rural do Ministério da Agricultura,
                                             Pecuária e Abastecimento; Sr. Eurico – Presidente do Clube do Plantio Direto; Nelson Sirtori –
                                               Diretor Financeiro da Cooplantio; Daltro Benvenuti – Presidente da Cooplantio.


Para o prefeito de Pelotas, Fetter Júnior, o investimento vai ao encontro com a necessidade de suprimento do volume da produção de arroz brasileira: "Estamos com uma safra excepcional e precisamos exportar. Os preços muito baixos estão penalizando o produtor rural. Ter a nova indústria voltada para a exportação é um grande acréscimo para Pelotas", ponderou.

Após o corte da fita oficial, os convidados tiveram a oportunidade de conhecer as dependências da nova indústria e também assistir a palestra realizada por Gilberto Amato, um dos responsáveis pela implantação do projeto. De acordo com Amato, a planta industrial de Pelotas possui a automação total de seu sistema como principal diferencial, pois através dela é possível obter o fator determinante para o mais alto grau de padrão de qualidade: a rastreabilidade da matéria prima. Ou seja, o monitoramento detalhado dos grãos (desde a lavoura até a chegada ao consumidor) que permite a identificação dos melhores tempos e temperaturas para se atingir a padronização do produto final. "Essa prática, a partir das exportações para mercados como Europa, Ásia e África, já tem feito com que se consiga uma quantidade e uma qualidade à altura da demanda internacional. Temos hoje em Pelotas um parque industrial superior ao maior produtor da Europa, a Itália", ressaltou o engenheiro químico.

As informações são da assessoria de imprensa da Cooplantio (Cooperativa dos Agricultores de Plantio Direto).

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