MACROALGAS

Nova tecnologia utiliza extrato de algas em biofertilizantes

Atualmente todo o extrato de macroalgas utilizado no Brasil vem de importações
Por: -Leonardo Gottems
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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Agroenergia) em parceria com a empresa Dimiagro está desenvolvendo um biofertilizante através de algas marinhas. A pesquisa é baseada em estudos que sugerem que as algas e cianobactérias produzem fitormônios  que agem de forma semelhante aos inoculantes utilizados em lavouras de soja. 

Até o momento todo o estrato de macroalgas utilizado comercialmente no Brasil é oriundo de importações de regiões litoraneas de águas frias como a Irlanda. Gregori Vieira, proprietário da Dimiagro, afirma que esse estudo é importante porque envolve um processo de obtenção de extratos de algas e cianobactérias que vem da própria biodiversidade brasileira.

"Já temos comprovado que esse produto proporciona de 10 a 15% a mais de rendimento de lavouras de soja, milho, feijão, banana, uva etc. Então, para não trazermos esse produto de fora do país, nos unimos à Embrapa para produzir uma tecnologia totalmente brasileira”, comenta. 

De acordo com Cesar Miranda, que é pesquisador da Embrapa Agroenergia  e responsável pelo projeto, essa é uma solução adicional para aumentar a produtividade agrícola já que é comprovado que o crescimento das raízes das plantas é facilitado pela presença de determinados hormônios vegetais. Com isso, além das plantas explorarem melhor os solos, elas também desenvolvem melhores condições para enfrentar as adversidades ambientais.

“Iremos produzi-las em sistemas de produção competitivos, gerando emprego para a Região. Elas poderão ser produzidas em biorreatores, por exemplo, que maximizam o uso do espaço e facilitam o reuso da água e controle de rejeitos”, destaca o pesquisador. 

O próximo passo do projeto é produzir essas macroalgas em locais em que há mais consumo de biofertilizantes, promovendo luminosidade e nutrientes adequados para maximizar o crescimento dos organismos. A tecnologia está sendo financiada pela Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII) e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas(Sebrae). 

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