Nova variedade de mamão representa economia para os produtores do ES

Agronegócio

Nova variedade de mamão representa economia para os produtores do ES

Tecnologia possibilita a reutilização das sementes da própria lavoura
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O Espírito Santo, é o segundo maior produtor de mamão do Brasil

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, apresenta, nesta sexta-feira (12), uma novidade que pretende melhorar a vida dos agricultores familiares capixabas. Trata-se do lançamento de uma nova variedade de mamão desenvolvida pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) após 12 anos de pesquisas: o mamão "Rubi Incaper 511", que tem como principal característica a possibilidade de reutilização de suas sementes.

A solenidade será na Fazenda Experimental do Incaper de Sooretama, a partir das 8 horas, e terá a presença do secretário de Agricultura, Enio Bergoli, e do diretor-presidente do Incaper, Evair de Melo. Na oportunidade, o pesquisador do Incaper e Doutor em Produção Vegetal, Laercio Francisco Cattaneo, que foi o profissional responsável pelo desenvolvimento do material, irá apresentar as características agronômicas da nova variedade. Além disso, o público poderá conhecer o campo experimental da variedade "Rubi" e haverá a doação de 20g de sementes do mamão a cada participante.

O secretário Enio Bergoli, destaca que o "Rubi" representa a primeira variedade de mamão do grupo Formosa genuinamente capixaba e é uma alternativa economicamente vantajosa aos produtores rurais. "O Espírito Santo, é o segundo maior produtor de mamão do Brasil, com cerca de 8 mil hectares plantados da fruta. Investimos nessa variedade para que nossos agricultores agreguem valor ao seu produto, reduzam riscos comuns no transporte, já que a polpa do Rubi é mais consistente, e tenham possibilidade de melhorar sua geração de renda", afirma Bergoli.

Vantagens - O grande diferencial do o mamão "Rubi Incaper 511" é a possibilidade de reutilização das sementes da própria lavoura em até três novos plantios. Essa vantagem dispensa a necessidade de despesa com a aquisição do material e também reduz a dependência de utilização de sementes importadas, em sua maioria provenientes da China.

O Espírito Santo possui 2.800 hectares ocupados com o mamão do tipo Formosa (frutos maiores), onde predomina nestes plantios a cultivar híbrida "Tainung 01", importada de Taiwan. O custo de 1 quilo da semente Tainung, que é suficiente para plantar cerca de 10 hectares, gira em torno de R$ 6 mil. Já a nova variedade deverá ser comercializada por um valor que vai de R$ 1.000,00 a R$ 1.200,00 por quilo.

Além da economia, a variedade apresenta boas características comerciais, como peso, tamanho, consistência da polpa, cor e sabor. Neste aspecto, o mamão Rubi é similar à variedade Tainung, preferida pelo mercado.

A partir do lançamento, o Incaper pretende implantar novos campos de produção de sementes do mamão "Rubi" para disponibilização do material aos produtores rurais.

De acordo com o diretor-presidente do Incaper, Evair de Melo, a nova variedade de mamão vem suprir uma grande lacuna existente no mercado em relação às cultivares de frutos grandes do tipo "Formosa" e atesta a responsabilidade do Instituto quanto a sustentabilidade da agricultura familiar capixaba.

"O lançamento do mamão "Rubi" representa a conclusão vitoriosa de mais um ciclo de pesquisas desenvolvido pelo Incaper, a exemplo de várias outras variedades de sucesso já lançadas pelo Instituto, como os morangos "Diamante" e "Aromas", em 2009; o inhame "São Bento", em 2008; o milho "Capixaba", em 2007; o abacaxi "Vitória", em 2006; as bananas "Japira e "Vitória", em 2005; e o Conilon "Vitória, em 2004. Esperamos que esta nova conquista também seja colocada em prática pelos agricultores familiares capixabas e contribua para o desenvolvimento econômico do Espírito Santo", afirma Evair.

Características

 Bom tamanho comercial. Em média, o fruto pesa 1,5 kg;
 Polpa grossa, com espessura média de três centímetros, o que proporciona bom aproveitamento dos frutos;
 Polpa firme, o que facilita o transporte;
 Sabor suave (grau Brix 10,2°);
 Polpa vermelha alaranjada;
 Casca sem manchas;
 Plantas vigorosas, com altura média aos oito meses após o plantio de 1,64 metro;
 Boa produtividade. Se bem conduzida, a variedade pode render 170 toneladas por hectare

Mamão no Brasil

O Brasil é o principal produtor mundial de mamão, com produção de 1.890.286 toneladas de frutos em 2008 (IBGE, 2010). A cultura do mamão tem grande importância na economia brasileira, além de alavancar o aspecto social, como gerador de emprego e renda, absorvendo mão de obra durante o ano todo, pela constante necessidade de manejo, tratos culturais, colheita e comercialização, efetuados de maneira contínua nas lavouras. É a terceira fruta mais consumida no Brasil, sendo o consumo per capita pouco mais de 2 kg anuais, valor considerado ainda baixo por se tratar de uma fruta saborosa, excelente fonte de vitaminas e sais minerais.

O Estado do Espírito Santo, tradicional produtor de mamão, ocupa a segunda posição entre os estados produtores, com área plantada de 7.976 hectares e produção de 630.124 toneladas de frutos em 2008 (IBGE, 2010). Os plantios com cultivares híbridas do grupo "Formosa" ocupam área de aproximadamente 2.800 ha, concentrando-se na Região Norte do Estado principalmente no município de Pinheiros. Predomina nesses plantios a cultivar híbrida importada de Taiwan "Tainung 01", do Grupo Formosa.

Os frutos do mamão do tipo Formosa, por terem tamanho maior, são muito demandados em hotéis e casas de sucos, além do consumo in natura em famílias maiores.

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