CI

Novas variedades de arroz empolgam produtores do MT

Duas variedades estão em fase final de testes


Até a metade do próximo ano, a dona-de-casa terá novas opções de arroz nas prateleiras dos supermercados. Na semana passada, duas novas variedades do cereal foram apresentadas aos agricultores: o Cambará e o Ipê, ambas desenvolvidas no centro de pesquisa da Agro Norte, em Sinop (MT).

Por enquanto, as novas variedades estão disponíveis apenas para 15 indústrias e para 50 produtores de Mato Grosso que fazem os testes finais. “As sementes estarão disponíveis para os agricultores na safra próxima safra (2007/08). Acredito que até a metade de 2008 as novas variedades estarão disponíveis para o consumidor”, explica o engenheiro agrônomo Mairson Santana.

O pesquisador acredita no sucesso das duas novas variedades e aponta vantagens tanto para o consumidor final quanto para o agricultor, uma vez que ambas atendem às necessidades do mercado nacional, que pede um arroz longo fino, mais conhecido como agulhinha.

A vantagem para a dona-de-casa, segundo Santana, são bom rendimento na panela, ganho de massa nos grãos e "soltabilidade". “Não adianta ser um arroz bonito no pacote, que não é quebrado, mas que não rende na panela. A dona-de-casa quer um arroz que renda e que não empape. Foi isso que conseguimos produzir”, anuncia.

Para o agricultor, cada variedade apresenta um tipo de vantagem. No caso do Cambará, o ciclo de produção é precoce e pode ser concluído até em 105 dias. É um arroz que não acama (deita causando perdas por conta das dificuldades de colher), tem uma produtividade de até 60 sacas por hectare e pode sair do campo direto para as prateleiras do mercado.

A variedade Ipê também apresenta uma produtividade de até 60 sacas por hectare, mas tem um ciclo de plantio um pouco mais longo, demora aproximadamente 115 dias e precisa de pelo menos 30 dias de armazenamento para chegar às prateleiras dos mercados. Uma das grandes vantagens do arroz Ipê é a resistência às ervas daninhas, porque ele produz folhas que impedem a passagem de luz e, conseqüentemente, o nascimento das ervas.

Quanto ao preço final do arroz, Santana disse que será determinado pelas condições de mercados e pelas indústrias que embalam o produto. No entanto, o agrônomo não acredita que não haverá diferença de preço, por exemplo, com a variedade Primavera, principal concorrente das novas variedades. “São cultivares que beneficiam toda a cadeia do arroz. O consumidor terá um arroz de qualidade que não precisa ficar mais caro e o agricultor ganhará na produtividade por causa da qualidade do grão”, argumenta.

Assine a nossa newsletter e receba nossas notícias e informações direto no seu email

Usamos cookies para armazenar informações sobre como você usa o site para tornar sua experiência personalizada. Leia os nossos Termos de Uso e a Privacidade.

eea4049b-59ff-47b3-91cc-5c73ddf0f0de