Novo inoculante para o feijão
Cultivo de feijão que recebeu o inoculante BR 3262 apresentou aumento de produtividade
Uma nova bactéria de solo para a inoculação de sementes de feijão-caupi (também conhecido como feijão-de-corda) foi identificada em pesquisa da Embrapa Roraima (Boa Vista-RR), em parceria com a Embrapa Agrobiologia (Seropédica-RJ). Os resultados apontam aumento de até 30% na produtividade de grãos nos plantios de feijão-caupi.
Os produtos inoculantes são uma opção para fornecer nitrogênio à agricultura com menor custo ambiental e econômico que os fertilizantes nitrogenados minerais, como a uréia, por exemplo.
O pesquisador da Embrapa Roraima Jerri Zilli, doutor em microbiologia do solo, realizou experimentos durante dois anos (em 2005 e 2006) para avaliar a eficiência de cinco estirpes de bactérias de solo para a fixação biológica de nitrogênio. O resultado dos estudos gerou uma proposta de recomendação para que uma dessas bactérias seja utilizada na produção de inoculante para sementes de feijão-caupi.
A proposta foi aprovada pela – Rede de Laboratórios para a Recomendação Padronização e Difusão de Tecnologia de Inoculantes Microbianos de Interesse Agrícola (Relare).
Outros testes
Com essa aprovação, a estirpe do gênero Bradyrhizobium, identificada com o código BR 3262, passará a fazer parte da lista de microorganismos autorizados pelo Ministério da Agricultura para a produção de inoculantes no Brasil. Embora a indicação inicial seja para o Estado de Roraima, o produto poderá ser testado em outros locais e ter sua recomendação estendida para outros Estados.
O pesquisador informa que o uso correto do inoculante – preparando as sementes no momento do plantio – proporciona produtividade semelhante ao cultivo que utiliza 80 quilos de fertilizante nitrogenado por hectare.