Novos critérios de previsão de safra são apresentados a servidores do Incaper
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Agronegócio

Novos critérios de previsão de safra são apresentados a servidores do Incaper

O panorama cafeeiro do Espírito Santo pode sofrer alterações
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O panorama cafeeiro do Espírito Santo pode sofrer alterações. Já a partir do próximo ano, novas bases metodológicas serão utilizadas para estabelecer a estimativa de safra de café no Estado. Os novos critérios científicos e estatísticos estão sendo apresentados em uma reunião, nesta quinta (04) e sexta-feira (05), pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura, Aquicultura, Abastecimento e Pesca (Seag), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).


O evento, que é realizado na sede do Incaper, em Vitória, conta com a participação de 85 técnicos, dentre eles do Incaper e da Conab, que trabalham na coleta dos dados nos municípios capixabas para a previsão da safra de café. Eles receberão um treinamento para aplicação da nova metodologia, que já é utilizada em Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rondônia e Bahia.

Durante o evento eles também receberão informações para avaliar a qualidade do café, do primeiro concurso estadual de café conilon, sobre o programa “Renovar Arábica” e o programa “Renova Sul Café Conilon”, além de outorga e cobrança pelo o uso da água no Espírito Santo.

Para o diretor-técnico do Incaper, Aureliano Nogueira da Costa, é possível que a nova metodologia traga algum resultado diferente do atual quanto ao panorama da cafeicultura nacional, o que só poderá ser confirmado após a aplicação da nova técnica. “Nesses dois dias, os participantes poderão entender como será a coleta de dados, onde serão feitas as amostras e o que muda na nova metodologia em relação à antiga. Essa nova apuração levará a uma previsão de safra mais próxima da realidade”, afirma Aureliano.


1º Concurso Estadual de Conilon de Qualidade

O concurso irá abranger todos os municípios produtores de café conilon do Estado. Para participar, os cafeicultores poderão se inscrever até 15 de outubro nas unidades do Incaper, nas Secretarias Municipais de Agricultura, nas cooperativas de café, na Conilon Brasil de Jaguaré e nos representantes da Heringer. As inscrições já estão abertas.

Além da premiação em dinheiro, os cafés conilon premiados serão comercializados com até 20% de ágio no mercado, dependendo do nível de qualidade, pela Cooperativa Agropecuária Centro Serrana (Coopeavi) e pela Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de São Gabriel (Cooabriel).

“Com esse concurso vamos fomentar a produção de café com maior qualidade, incentivar o cafeicultor e ampliar a presença da cafeicultura capixaba no mercado de cafés de alto padrão”, aponta o diretor-presidente do Incaper, Evair Vieira de Melo.

Cafeicultura no Espírito Santo

A cafeicultura é o sustentáculo econômico de 80% dos municípios capixabas e responde por 43% do valor bruto da produção agrícola capixaba. A cadeia produtiva, em sua totalidade, gera aproximadamente 400 mil postos de trabalho ao ano. A produção anual é de cerca de 12,5 milhões de sacas, entre arábica e conilon, colhidas em 60 mil propriedades, das quais mais de 73% são de base familiar.


O café Conilon é plantado em 64 municípios, em regiões quentes, em altitudes inferiores a 500 metros. Os maiores produtores são Vila Valério, Jaguaré, Sooretama, Linhares, Rio Bananal, São Mateus, Nova Venécia, Pinheiros e São Gabriel da Palha, cuja produção de cada município é superior a 400 mil sacas por ano. Muitos cafeicultores alcançam rendimentos superiores a 100 sacas beneficiadas/ha, enquanto, que a média do Estado é de 26 sacas/ha.

O café arábica é plantado em 49 municípios, em regiões frias, em altitudes superiores a 500 metros. Os maiores produtores são Brejetuba, Iúna, Vargem Alta, Ibatiba, Afonso Cláudio, Irupi e Muniz Freire, cuja produção de cada município é superior a 120 mil sacas por ano. Muitos cafeicultores desses locais alcançam rendimentos superiores a 40 sacas beneficiadas/ha, enquanto que a produtividade média é de 16 sacas/ha.

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