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Nuvens impedem aprimoramento da previsão climática

Segundo os especialistas, o comportamento das nuvens compromete a precisão dos modelos de previsão do clima


Uma das grandes fontes de incerteza existente hoje, que compromete a precisão dos modelos de previsão do clima, vem das nuvens.

"Fisicamente, é complexo você prever o comportamento de todas as nuvens ao mesmo tempo dentro de uma área aproximada de 200 km [norte-sul] por 200 km [leste-oeste] dentro de uma determinada altura", explica Carlos Nobre, do INPE.

Os pesquisadores precisam sempre trabalhar para que a representação matemática de todas as nuvens, que agem ao mesmo tempo, seja bem precisa.

"Cada modelo tem uma incerteza própria. Além disso, quando você junta 21 deles, como foi feito no IPCC, também aparece a incerteza de saber qual está mais perto da realidade. Politicamente, o IPCC preferiu não bater o martelo ainda e escolher qual o modelo tem menos erro [em comparação com a natureza]", explica o pesquisador brasileiro.

Segundo Nobre, o futuro da modelagem climática no mundo é tentar diminuir os paralelepípedos elementares usados nos cálculos matemáticos feitos no computador.

Já há no Japão experimentos que estão sendo feitos a partir de volumes elementares de 20 km por 20 km. "Um modelo de 1m por 1m por 1m precisa de trilhões de operações para funcionar. Hoje isso é impossível. Não temos computadores capazes de fazer isso. Quem sabe um dia."

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