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O que esperar da reunião do COPOM? VEJA A ANÁLISE

Copom (Comitê de Política Monetária) fará sua próxima reunião nos 2 e 3 de maio para discutir os rumos da taxa Selic


Foto: Divulgação

O Copom (Comitê de Política Monetária) fará sua próxima reunião nos 2 e 3 de maio para discutir os rumos da taxa Selic e a situação econômica do Brasil. Os membros do Comitê decidirão se a taxa básica de juros aumenta, diminui ou se mantém estável. A taxa Selic hoje é de 13,75% ao ano. O valor foi definido na última reunião do Copom, concluída no dia 22 de março. Na ocasião, a taxa foi mantida sem ajustes.

O Portal Agrolink fez uma análise sobre a expectativa da próxima reunião, veja abaixo

Por Luiz Antonio Pinazza 

Engenheiro Agrônomo - agronegócio e sustentabilidade

 

Em qualquer parte do mundo, a taxa de juros se presta para administrar a taxa de inflação, de fundamental importância para os governantes darem segurança econômica e social aos cidadãos. No Brasil, o Banco Central (BC) utiliza a Taxa de Juros do Sistema Especial de Liquidação e Custódia do Tesouro Nacional (SELIC) – a chamada taxa SELIC - para fazer esse importante controle.

A realização da terceira reunião do Conselho de Política Monetária (COPOM) do BC, responsável pela tomada de decisão da taxa de juros no país, se aproxima, agora, em 02 e 03 de maio. Sempre muito aguardado, o encontro repete a cada quarenta dias, conforme calendário pré-estabelecido: o primeiro ocorreu em 31 de janeiro e 01 de fevereiro, e o segundo em 21 e 22 de março. 

Referência para remunerar os créditos e empréstimos das operações financeiras, a taxa SELIC está sendo mantida desde agosto de 2022, em 13,75% ao ano.  A ata na última reunião do COPOM registra a necessidade da manutenção dessa taxa para ser capaz de consolidar o processo de desinflação. 

REGRAS QUE BALIZARÁ AS CONTAS PÚBLICAS

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, nos últimos 12 meses acumula 4,65%. Esse desempenho atende a meta de inflação de 2023 definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 3,25%, com intervalo de tolerância de 1,5% para maior ou menor. É um bom indicador econômico.

O Ministério de Economia apresentou em 18 de abril último o projeto de lei do novo marco fiscal do Brasil, com o conjunto de regras que balizará as contas públicas. São compromissos de responsabilidades fiscal e social do governo submetidos para debate no Congresso Nacional (CN). O texto aprovado substituirá a Emenda Constitucional nº 95, do Teto de Gastos, de 15 de dezembro de 2016. 

Os BCs das nações desenvolvidas estavam acostumados com taxas de juros em patamares baixos porque a pressão inflacionária era pequena. Essa situação ficou incomoda com a pandemia do Covid e a guerra entre Rússia e Ucrânia. Medidas mais rígidas equilibrar a economia precisam ser tomadas pelos Estados Unidos e países do continente europeu, com repercussão geral no mundo. 

COMUNICAÇÃO DE FORMA CLARA E TRANSPARENTE 

O agronegócio do Brasil faz parte desse cenário real. No primeiro trimestre deste ano, os valores do saldo da balança comercial do setor registraram superávit de U$ 31.479 milhões (+30,05%), com aumento na exportação US$ 35.950 (+6,71%) e importação U$ 4.471 (+18,50 %). A continuidade desse desempenho possibilitará o país alcançar o saldo positivo de US$ 84 bilhões projetados para este ano. Isso representará aumento de 36,8% em comparação com o superávit recorde de U$ 62,3 bilhões registrados em 2022.

Os assuntos colocados em discussão no COPOM convergem principalmente em torno das tendências da inflação, câmbio e dívida pública. O equilíbrio desse trio sustentará a tomada de decisões adequadas para a taxa de juros da SELIC. Os recursos do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) poderão atender um número maior de produtores com mix nas operações de crédito com taxas de juros controladas e livres de mercado.

Face a posição autônoma do BC, a comunicação de forma clara e transparência sobre os motivos dos rumos dados para a política monetária ajuda o COPOM atingir seus objetivos de maneira eficiente. As metas para controle da inflação exigem administração técnica constante, com visão de médio prazo, tendo sempre o desafio de enfrentar a natural pressão política. 
 

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