O que fazer com os resíduos de laranja?
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Imagem: Pixabay
ALTERNATIVA

O que fazer com os resíduos de laranja? 

O D-limoneno é um óleo essencial com vários usos, bastante utilizado na indústria farmacêutica
Por: -Leonardo Gottems

Um estudo realizado pela engenheira química Lorrayne Suzuki e seu orientador do mestrado, e pelo professor Moisés Teles, do Departamento de Engenharia Química da Universidade de São Paulo (USP) tentou procurar alternativas para os resíduos de laranja. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o Brasil é o maior produtor de suco de laranja do mundo. 

“[Eles] utilizaram dados da literatura científica prévia para desenvolver um modelo computacional que simulou um sistema de aproveitamento das cascas para gerar quatro subprodutos (D-limoneno, pectina, combustível biometano e energia elétrica). Em seguida, os resultados foram comparados com a rota convencional de produção de ração de acordo com dois parâmetros: receita gerada e impacto ambiental”, diz o Jornal da USP. 

O D-limoneno é um óleo essencial com vários usos, bastante utilizado na indústria farmacêutica e com propriedades para tratamento de tumores, câncer, diabete tipo 2 e obesidade. “Além disso, também é usado como agente oxidante e aromatizante na indústria de alimentos e na produção de resinas e solventes. Já a pectina é uma fibra solúvel também usada na indústria alimentícia, servindo como açúcar, substituto da gordura, agente espessante, gelificante e estabilizante”, completa. 

“Atualmente, o descarte mais simples e barato é o despejo em aterros. Essa prática é muito danosa ao meio ambiente, pois a casca da laranja tem uma alta quantidade de carboidratos fermentáveis que produzem uma fase aquosa que pode prejudicar a microbiota do solo e poluir a água dos lençóis freáticos locais. Outra alternativa é o uso do resíduo para a produção de ração, mas ela também não é ideal. Além dessa ração ser muito pobre do ponto de vista nutricional e desagradável para o gado, o processo é muito custoso, sendo viável apenas para produtores com safras muito grandes”, conclui. 


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