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Oferta global elevada pressiona grãos no início do dia

A soja manteve a trajetória de queda na Bolsa de Chicago


A soja manteve a trajetória de queda na Bolsa de Chicago A soja manteve a trajetória de queda na Bolsa de Chicago - Foto: Divulgação

Os mercados agrícolas iniciaram o dia com viés negativo nas principais bolsas internacionais, refletindo ajustes após a divulgação de novos dados oficiais de oferta e demanda e um ambiente externo mais cauteloso. Segundo a TF Agroeconômica, o movimento foi influenciado principalmente pelo relatório mais recente do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que trouxe revisões relevantes para trigo, soja e milho.

No trigo, as cotações recuaram em Chicago diante do aumento da produção global estimada, que alcançou um novo recorde para a temporada 2025/26. O crescimento da oferta foi puxado, sobretudo, pela elevação das projeções para a Argentina, com maior volume de colheita e exportações, além da revisão positiva dos estoques mundiais. No mercado físico brasileiro, os preços apresentaram comportamentos distintos, com leve baixa no Paraná e pequena alta no Rio Grande do Sul, enquanto as referências regionais no Paraguai e na Argentina seguem pressionadas pelo cenário internacional.

A soja manteve a trajetória de queda na Bolsa de Chicago, em meio à análise dos dados do USDA e às incertezas no cenário geopolítico. A elevação das estimativas de produção global e de estoques para 2025/26 reforçou o sentimento negativo, apesar da atenção do mercado à safra sul-americana. A expectativa de uma colheita recorde no Brasil adiciona pressão adicional às cotações, refletida também nos preços do mercado físico interno e nos portos. O ambiente financeiro global, com petróleo, dólar e ouro sendo monitorados como ativos de referência, segue influenciando o comportamento das commodities.

No milho, os preços voltaram a cair após forte recuo na sessão anterior, ainda digerindo a surpresa do mercado com a expressiva revisão para cima da produção e dos estoques nos Estados Unidos. A perspectiva de oferta global recorde dificulta uma recuperação mais consistente das cotações, que dependeria de maior reação da demanda. No Brasil, o avanço inicial do plantio da primeira safra foi informado em ritmo inferior à média histórica, sem indicação oficial sobre o início da safrinha.
 

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