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Onda de calor avança e temperaturas podem chegar a 40 °C

Sul registra onda de calor com temperaturas até 7 °C acima da média


Foto: Arquivo

O Brasil entra na primeira semana de fevereiro sob forte instabilidade climática. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), o país enfrenta simultaneamente dois fenômenos extremos: uma onda de calor intensa no Sul e volumes expressivos de chuva no Centro-Oeste, Sudeste e partes do Norte e Nordeste. O cenário demanda atenção redobrada de produtores rurais, gestores públicos e moradores de áreas de risco.Na Região Sul, a elevação das temperaturas configura um evento típico de onda de calor. Entre os dias 3 e 7 de fevereiro, os termômetros devem alcançar entre 36 °C e 40 °C em áreas do centro e oeste do Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e sudoeste do Paraná. Os valores superam em até 7 °C a média histórica para o período.

Segundo o INMET, o fenômeno pode persistir por até cinco dias consecutivos, aumentando o risco de estresse térmico em animais, perdas na produção agrícola e elevação da demanda por água e energia elétrica. Mesmo as temperaturas mínimas seguem altas, superando os 22 °C em boa parte do território sulista, com exceção da serra catarinense, onde ainda há previsão de mínimas entre 12 °C e 14 °C.

Enquanto o Sul sofre com tempo seco e calor extremo, o Sudeste e o Centro-Oeste enfrentam a intensificação das chuvas. Em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e no Distrito Federal, os acumulados devem ultrapassar 100 mm na semana — com possibilidade de atingir 200 mm em áreas como o norte paulista, Triângulo Mineiro e sul de Minas.

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No estado do Rio de Janeiro, as chuvas mais intensas estão previstas para os dias 3 e 4 de fevereiro, aumentando o risco de alagamentos e deslizamentos em áreas urbanas. No Centro-Oeste, os volumes superam os 200 mm no norte de Mato Grosso, enquanto todo o território da região deve registrar acumulados acima de 100 mm.

A Região Norte registra chuvas entre 50 mm e 150 mm, especialmente no sul do Pará e na porção central do Amazonas. No entanto, áreas do noroeste paraense e Roraima permanecem sob predomínio de tempo seco. As máximas ultrapassam os 34 °C em Roraima e no norte do Amazonas.

Já no Nordeste, o Piauí deve receber até 150 mm de chuva, com possibilidade de avanço das instabilidades para o litoral a partir do fim de semana. Em contraste, o sul da Bahia pode registrar menos de 20 mm no período. As temperaturas, sobretudo no leste do Ceará, oeste do Rio Grande do Norte, da Paraíba e de Pernambuco, podem atingir até 40 °C, com queda prevista entre os dias 5 e 6, quando a chuva tende a aumentar.

Os efeitos dos extremos climáticos podem impactar diretamente o agronegócio brasileiro. A onda de calor no Sul compromete o desenvolvimento de lavouras em fases críticas como enchimento de grãos e desenvolvimento vegetativo, além de aumentar o risco de incêndios em áreas de pastagem. Já o excesso de chuvas no Sudeste e Centro-Oeste pode dificultar o acesso às lavouras, atrasar colheitas, impactar o transporte da produção e favorecer doenças fúngicas em culturas como soja, feijão e café.

A tendência é de manutenção das chuvas intensas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste até o fim da semana, com possível deslocamento das instabilidades para o litoral nordestino. No Sul, o alívio no calor só deve ocorrer após o dia 7, com entrada de uma frente fria.

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