Orgânicos são mais caros nos supermercados; feiras são opção
No entanto, há uma diferença de preços entre os mercados e as feiras
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Um levantamento realizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indicou que, nos supermercados brasileiros, os alimentos orgânicos são mais caros do que os convencionais. Intitulado The fallacy of organic and conventional fruit and vegetable prices in the metropolitan region of Campinas, SP, Brazil, o trabalho foi realizado pelos pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) Maria Aico Watanabe, Lucimar Abreu e Alfredo Luiz.
“De fato, os supermercados vendem produtos orgânicos a preços mais altos e, normalmente, apenas a classe média alta tem acesso aos produtos, mas o consumidor terá a opção de comprar produtos convencionais a preços mais baixos. Os produtos de supermercado convencionais atendem a um número maior de consumidores, incluindo aqueles com rendimentos mais baixos. A maioria dos comerciantes do mercado externo são agricultores que vendem seus próprios produtos colhidos”, diz o relatório.
Por outro lado, uma alternativa pode ser comprar esses produtos nas feiras livres, que podem ter o mesmo preço que os convencionais, até são mais baratos do que alguns convencionais. “Devido às diferenças de preço entre supermercados e mercados livres, os consumidores em geral, e principalmente os de baixa renda, obtêm produtos acessíveis, saudáveis, frescos e sazonais, especialmente nas feiras livres. Conclui-se que a melhor opção para o consumidor de baixa renda é comprar produtos orgânicos nos mercados ao ar livre, já que nesses locais os preços são geralmente mais baratos, os produtos são mais saudáveis e frescos”, completa.
“O crescimento de um mercado constituído por agricultores familiares em um distrito ou localidade beneficia a comunidade, especialmente aquela associada ao consumo consciente e também os consumidores de baixa renda que compram mais produtos locais e da estação, com mais segurança alimentar, contribuindo para a diversidade agrícola e ecológica além de viabilizar economicamente a permanência desses agricultores familiares no meio rural próximo de grandes metrópoles”, completa a Embrapa.