Os 90 anos da Sociedade Rural Brasileira em livro da Imprensa Oficial
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Agronegócio

Os 90 anos da Sociedade Rural Brasileira em livro da Imprensa Oficial

Lançamento acontece nesta segunda-feira, 12 de abril, na Casa das Rosas, a partir das 19 horas
Por: -Janice
Editado pela Imprensa Oficial, em parceria com a instituição, “Sociedade Rural Brasileira – 90 anos” faz um apanhado histórico da atuação da SRB de 1919 a 2009 e resgata textos publicados na revista da entidade. Lançamento acontece nesta segunda-feira, 12 de abril, na Casa das Rosas, a partir das 19 horas.


A contratação de imigrantes para as lavouras de café, leis sobre questões agrárias, formação da frente parlamentar rural durante a Constituinte de 1988, o mercado exportador, a regulamentação do setor cafeeiro, técnicas de melhoramento agrícola e todos os temas que mobilizaram o setor rural brasileiro nos últimos 90 anos são alguns dos vários assuntos tratados pela Sociedade Rural Brasileira (SRB) desde 1919 e agoras registrados em “Sociedade Rural Brasileira – 90 anos”, livro organizado por Guilherme Wendel de Magalhães e editado pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, em parceria com a SRB. O lançamento acontece na próxima segunda-feira, 12 de abril, a partir das 19 horas, na Casa das Rosas – Av. Paulista, 37.

A obra faz um resgate histórico da instituição, incluindo textos publicados em sua principal revista e transcritos para o livro. A apresentação é feita pelo atual presidente da Sociedade Rural Brasileira, Cesário Ramalho da Silva, e os prefácios são de Reinhold Stephanes, Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; e João de Almeida Sampaio Filho, secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Uma linha do tempo contextualiza a SRB no cenário nacional e aponta fatos relevantes para o setor.

O capítulo “Semear” apresenta a ata da primeira reunião que tratou da fundação da SRB, no dia 20 de maio de 1919, e a biografia do fundador, Eduardo da Fonseca Cotching. Ainda neste capítulo, a história da publicação inaugurada em 1920, sob o nome de “Annaes da Sociedade Rural Brasileira” que em seu início apresentava informações do setor, artigos, e informações internas da entidade. Em 1922, a publicação mudou o nome para Revista da Sociedade Rural Brasileira, acrescentando notícias e estatísticas.

De 1941 a 1946, por imposição do Governo Vargas, a palavra “Brasileira” foi suprimida do nome da revista – o objetivo do governo era de que não se transformasse em porta-voz do campo. Em 1946, voltou a se chamar Revista da Sociedade Rural Brasileira. Nove anos mais tarde, teve o nome alterado para A Rural. Em 1995, transformou-se em Informativo Rural e, em 2009, novamente passou a se chamar A Rural. O capítulo inteiro é ilustrado com fotos dos vários momentos da publicação.

Cultivar

O capítulo “Cultivar” faz uma viagem pelo tempo e pela história da SRB – e, por conseqüência, do Brasil – através da sucessão de seus presidentes e biografias resumidas com as principais realizações das respectivas gestões. O café, um dos principais produtos de exportação nacional, tem grande destaque na obra. Os imigrantes na lavoura também eram motivo de debate na entidade. Em 1947, a SRB enviou um ofício ao diretor do Conselho Nacional de Colonização e Imigração sobre o interesse em receber imigrantes para trabalhar na lavoura.

Outro importante assunto tratado pela Sociedade Rural Brasileira foi a questão agrária. A revista de 1960 destacou os 200 projetos de lei tramitando no Congresso Nacional. O incentivo à agricultura entrou na pauta da SRB nos anos 70. Medidas como isenção de IPI e ICM sobre máquinas, disponibilidade de créditos e outros estímulos concedidos pelo governo foram notícia na entidade.

A década seguinte foi uma das mais ativas para a SRB, uma vez que o Brasil viveu um acelerado processo de urbanização e a transferência de renda do campo para a cidade. Em 1988, a SRB formou a Frente Parlamentar da Agropecuária durante a Assembléia Nacional Constituinte, defendendo a função econômica da terra.

Nos anos 90 o foco da discussão mudou para a internacionalização da entidade, como a criação do Mercosul. A SRB também consolidou seu papel como difusora de tecnologias ao produtor, marcado pelas grandes feiras agrícolas. No final da década, a entidade se viu às voltas com as discussões sobre a questão da terra, com o recrudescimento dos movimentos sociais. Já o novo século mostrou uma entidade mais próxima ao setor industrial e voltada ao setor financeiro.

Irrigar, Colheita e Inovar

O capítulo “Irrigar” trata da participação política da SRB durante seus 90 anos. Entre os ilustres visitantes que a instituição recebeu em sua sede estão o ex-presidentes Getúlio Vargas e o industrial Nelson Rockfeller (mais tarde vice-presidente norte-americano no governo Ford), além de governadores e deputados. O capítulo lista ainda os presidentes da instituição que se tornaram secretários de agricultura do Estado de São Paulo e ministros da Agricultura. Uma das curiosidades desse capítulo a notícia de que em 1957 a SRB fez uma pesquisa com os leitores da revista para saber se faria uma seção dedicada à mulher em suas edições. Naquele mesmo ano surgiam as páginas da mulher, com dicas de moda e etiqueta, entre outros.

O capítulo “Colheita” é dedicado a depoimentos sobre a instituição e sua importância para o País, com textos assinados pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, pelo governador José Serra e pelo ex-ministro Pratini de Moraes, entre outros. “Inovar” apresenta os temas atuais discutidos pela SRB, como sustentabilidade, pesquisa e tecnologia, renda e comunicação/imagem. A obra é encerrada com uma galeria de imagens de todos os presidentes da entidade. As informações são de assessoria de imprensa.

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