Otimismo da Conab no trigo não convence analistas
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Imagem: Pixabay
ESTIMATIVAS

Otimismo da Conab no trigo não convence analistas

A tendência é de queda nas projeções
Por: -Leonardo Gottems

O relatório mensal de avaliação da safra, divulgado nesta quinta-feira pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reduziu a produção brasileira de trigo em 502,1 mil toneladas para 7,69 milhões de toneladas. No entanto, segundo a TF Agroeconômica, essa estimativa não convenceu o mercado.

“A maior redução ocorreu na estimativa de produção do Paraná, que passou  de 3.449,80 mil toneladas para 3.162,00 mil tons, queda de 287,8 mil tons.A segunda maior redução foi na estimativa do Rio Grande do Sul, que passou de 3.781,10 miltons para 3.549,90 miltons, queda de 231,3 mil tons. O estado de Santa Catarina foi o único que teve aumento  na  estimativa de produção, passando de 315,7 miltons para 332,7 mil  tons, aumento de 17 mil tons”, comenta.

Nesse contexto, outras estimativas do mercado são menos otimistas e, se estiverem certas, o preço tenderá a subir. “Nem  todos  concordam  com  os  números  da  Conab. Aliás,  ela  já  errou  feio  na  estimativa  de  exportação, que  coloca  em  900  mil  e  já  se  sabe  que  os compromissos  estão  em  pelo  menos  1,27  milhão  de toneladas. De todas as nossas pesquisas encontramos apenas  um  participante  do  mercado  que  concorda com  a  Conab.  Os  restantes tem  estimativas  menores de  produção.  Então,  fizemos  uma  simulação  das possibilidades  de  Oferta  &  Demanda  no  estado,  que apresentamos ao lado”, indica a consultoria. 

“Se a safra for de apenas 2,4 milhões de toneladas, irão faltar para o estado  830 mil tons, principalmente para os moinhos, que terão que consumir trigo importado, cujos preços já estão superiores a R$ 2.000,00/t;  A mesma conclusão se aplica se a safra gaúcha for de apenas 2,8 milhões de toneladas; Se ela for de 3,0 milhões de toneladas os preços se manterão elevados, tendendo a subir dos atuais R$ 1.500,00 para cerca de 200, talvez 300 reais a mais do que os atuais, no estado”, conclui. 


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