Outros países também lutam contra o bicudo
Vazio sanitário é uma forma de combate a principal praga do algodoeiro
Foto: Divulgação
O bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis) é um pequeno besouro considerado a maior praga da cultura do algodão nas Américas. É o que tem a maior incidência e com o maior potencial de dano. Ele promove a redução da produção e da qualidade de pluma. Portanto, altas infestações nas lavouras ocasionam plantas com poucos capulhos e poucas maçãs viáveis. O período crítico de ataque da praga está entre 40 e 90 dias após a emergência das plantas.
A Embrapa estima que o bicudo é responsável por perdas superiores a 200 dólares por hectare, o que equivale a quase 10% do custo total de produção. Os danos podem atingir até 70% da lavoura.
No Brasil os dois principais estados produtores, Mato Grosso e Bahia, adotam o vazio sanitário como forma de controle. Nas lavouras mato-grossenses ficam proibidas plantas vivas de algodão por sessenta dias a parti de 1º de outubro e na Bahia a partir de 20 de setembro.
Na Argentina a pluma já está em finalização de colheita dos 437,7 mil hectares plantados nesta safra. No país o cultivo é realizado em áreas menores no Norte como nas províncias do Chaco, Formosa, Santiago del Estero, Misiones e Santa Fé, tendo importância econômica e social. Por lá o bicudo também tem se mostrado um problema.
O Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar Argentino (Senasa) lançou a campanha “Despúes de la cosecha, destruí los rastojos” incentivando os cotonicultores locais a destruírem os restos da cultura após a colheita. Fazer a destruição da palha, após a colheita do algodão, é uma das principais medidas de prevenção contra a praga, pois retira os restos da cultura onde ele iria se alimentar, esconder e sobreviver até a próxima safra de algodão.
O período onde os campos ficam livres de algodão é de pelo menos 90 dias e o prazo de início varia conforme a região:
Até 31 de maio para as províncias de Corrientes, Formosa, Misiones e Santa Fe (Cúpula Leste: Departamentos General Obligado, Garay, San Javier e Vera, a leste da Rota Provincial nº 3 e ao Sul da Rota Nacional nº 98 ).
Até 15 de junho para a província do Chaco .
Até 30 de junho para as províncias de Catamarca, Córdoba, Entre Ríos, La Rioja, San Luis, Santa Fe ( Cúpula Ocidental: Departamentos 9 de Julio, San Cristóbal, Las Colonias e Vera a oeste da Rota Provincial nº 3 e ao Norte da Nacional Rota 98 ) e Santiago del Estero ( Capital, Banda, Robles, San Martín, Silipica, Loreto, Figueroa, Sarmiento e Avellanada ).
Até 15 de julho para a província de Santiago del Estero ( Copo, Alberdi, Moreno, JF Ibarra, Gral. Taboada, Belgrano, Aguirre, Mitre e Rivadavia ).
Até 31 de julho para a província de Salta