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Ovelhas Nativas do Pantanal para aumento da produtividade

Aproveitamento de ovino nativo do Pantanal, com alto potencial produtivo, para aumento da produção de carne e pele


A ovinocultura é um tipo de criação que vem se expandindo com muita rapidez nas mais variadas regiões do país e não é diferente no Pantanal, onde existe um material genético específico: a ovelha crioula ou ovelha nativa do Pantanal, de alta rusticidade, adaptada, resistente e com uma produção significativa. Esse animal, sem raça definida, está sendo submetido a vários trabalhos de melhoramento com o objetivo de aumentar suas qualidades para incrementar a produção e tornar a ovinocultura ainda mais atrativa no Pantanal. Com isso, espera-se possibilitar maior geração de renda aos produtores, notadamente o segmento da agricultura familiar, a partir da comercialização de carne e pele, juntamente com a lã, tradicionalmente usada para confecção de pelegos e outros apetrechos dos peões pantaneiros.

Os trabalhos de melhoramento estão promovendo o cruzamento de matrizes Sem Raça Definidas (SRD) nativas do Pantanal com reprodutores SRD, Texel e Santa Inês, visando estabelecer os desempenhos dos animais para a produção de carne. A pesquisa verificou que os cruzamentos apresentaram resultados bem satisfatórios. A raça Santa Inês é típica da região Nordeste e a Textel é importada da Holanda, mas ambas já são bastante comuns no Brasil.

O pesquisador da Embrapa Caprinos e Ovinos, (Sobral - CE), Fernando Alvarenga, traz as informações sobre os resultados desses trabalhos de melhoramento. Dos cruzamentos da ovelha do Pantanal com reprodutores as raças Santa Inês e Texel nasceram cordeiros pesados, grandes e animais fortes e saudáveis são resistentes e menos susceptíveis à mortalidade até a desmama. Os cordeiros dos dois cruzamentos obtiveram, durante o período aproximado de 64 dias em confinamento, ganho de peso sastisfatório e atingiram em média o peso de 32 quilos de peso vivo.

Observou-se ainda que a qualidade da carcaça de animais resultantes do cruzamento com reprodutores da raça Santa Inês atende às exigências do mercado e o pelo é de boa qualidade para a industria coureira. Já do cruzamento das ovelhas pantaneiras com reprodutores Texel, resultou animais com uma carne levemente gordurosa e uma pele de excelente qualidade para trabalhos artesanais, notadamente os destinados às montarias.

Diante dos resultados animadores desses cruzamentos, outros programas de melhoramento animal terão continuidade para obtenção de carne e a ampliação dos plantéis desse tipo de cordeiros para comercialização.
 
 
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