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Países em desenvolvimento rejeitam propostas da OMC

Os países qualificaram de desequilibradas as propostas da OMC sobre a agricultura


Os países em desenvolvimento que desejam proteger seus agricultores rejeitaram nesta segunda-feira (07-05) as propostas do negociador da Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre a agricultura, que qualificaram de "profundamente desequilibradas".

O texto de propostas apresentado na semana passada por Crawford Falconer, chefe do comitê de negociações agrícolas na OMC, "não é um bom ponto de partida", afirmou o G33 em comunicado.

Segundo este grupo, que reúne 46 países em desenvolvimento com forte população rural, e em sua maioria importadores de produtos agrícolas, como Indonésia, Índia, China ou Quênia, os números de Falconer "são claramente desequilibrados entre países em desenvolvimento e países desenvolvidos".

Já o G20, grupo dos países em desenvolvimento majoritariamente exportadores agrícolas - como o Brasil - saudou um texto que permite "conversações iniciais satisfatórias".

Sobre os subsídios diretos americanos, que Falconer propôs reduzir entre 13 e 19 bilhões de dólares, o G20 destacou sua preferência pela primeira opção.

O diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, destacou a importância do texto proposto pelo chefe do comitê agrícola, ao informar na segunda-feira que "pode se converter na base de um acordo".

Crawford Falconer propôs também que a redução dos direitos de alfândega agrícolas seja superior a 50% para os países desenvolvidos.

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