Palestras abrem programação do Dia de Campo do Algodão

Agronegócio

Palestras abrem programação do Dia de Campo do Algodão

O evento aconteceu no Quatro Estações Espaço e Eventos, em Luís Eduardo Magalhães.
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Na noite do dia 1º de julho, a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) reuniu produtores e convidados, para as palestras de abertura do maior evento técnico da cotonicultura do estado da Bahia, o Dia de Campo do Algodão, que neste ano, tratou sobre ‘Boas práticas de manejo nas lavouras’, com ênfase no combate do bicudo-do-algodoeiro. O evento aconteceu no Quatro Estações Espaço e Eventos, em Luís Eduardo Magalhães.
 
O presidente da Abapa, Celestino Zanella, ressaltou com otimismo o momento de desafio em que vivem os cotonicultores. “Nós produtores de algodão somos otimistas por natureza, somos adaptáveis, somos jogadores, somos perseverantes, e acreditamos no que fazemos. Se colocarmos em prática o que temos aprendido, poderemos diminuir custos e aumentar a produtividade. Produzir bem com baixo custo, é um desafio. Se aprendermos essa lição, vamos sobreviver. Acredito que, dentro de pouco tempo, o preço do algodão vai melhorar, poderemos diminuir os custos e assim vamos tornar o nosso negócio lucrativo, novamente. O algodão faz parte da nossa cadeia produtiva e tenho certeza que vamos vencer os desafios”, disse Zanella.
 
O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e da Câmara Setorial do Algodão, João Carlos Jacobsen, citou algumas demandas da Abrapa junto ao governo federal e com otimismo falou dos desafios da cadeia produtiva do algodão. “No meio de tanta notícia negativa, algumas amenizam a nossa luta pelas melhorias no algodão brasileiro, recuperamos o “extra-teto”, o limite de 1,2 milhão por CPF foi elevado, atendendo o nosso pedido, passando a 3 milhões, e isso é um grande ganho para os produtores, o que mostra que as coisas estão andando. Outra demanda da Abrapa, nessa questão governamental é a elevação do preço mínimo do algodão para os patamares reais, embora saibamos, que nesse momento seria difícil conseguirmos de uma vez só, mas aos poucos temos recuperado esse preço, e em breve deve ser anunciado mais um aumento. Enfim, já temos visto sinais de melhoria e sairemos desse momento mais fortalecido”, disse Jacobsen.
 
Na palestra ‘Ações do Programa de combate ao bicudo-do-algodoeiro’, o coordenador de Projetos e Difusão de Tecnologia dos Instituto Matrogrossense do Algodão (IMAmt), Márcio de Souza, falou sobre a importância das ações coletivas para combate da praga. “É impossível controlar ou acabar com o bicudo sem ações conjuntas. No Mato Grosso, só conseguimos combater a praga, depois que formamos grupos técnicos nos núcleos produtores. Hoje, 90% das fazendas, participam dos GTA’s (Grupos Técnicos de Algodão), com ações coordenadas, a exemplo do ‘Dia do Bicudo’, em que todas as fazendas param para olhar o bicudo nas lavouras”, relatou o coordenador, que enfatizou a importância do algodão baiano para o país. “Eu já pisei nessa terra e vi o melhor algodão do Brasil. Eu já vi lavoura de algodão com uma produtividade de 400@ por hectare. Aqui vocês realizaram sonhos e não podem perder para uma praga, tenham fé e não desistam de lutar. Acredito no produtor da Bahia e tenho convicção que, com o envolvimento de todos os produtores e coragem, vocês terão uma próxima safra de algodão próspera”, disse Márcio.

Na segunda palestra, ‘Boas práticas de manejo nas lavouras – Visão do produtor sobre o manejo coletivo do bicudo-do-algodoeiro’, o produtor do Mato Grosso, Alexandre Schenkel, narrou um pouco da sua experiência contra a praga. “Em 2001, se falava muito sobre bicudo, mas ele não era um problema ainda no Mato Grosso. Preocupados e com medo de que o problema chegasse até nós, viemos até a Bahia em busca de informações e ferramentas de combate. Em 2004, quando ele chegou, já sabíamos como combatê-lo e isso foi fundamental para amenizarmos a infestação. Hoje, o bicudo é a principal praga da região. Em 2015 chegamos ao recorde de 17 aplicações, sendo que antes eram em torno de 15, o que criou um alerta, originando a criação dos GTA’s, que nos faz trocar informações e buscar consenso para as práticas e ações de combate, o que tem nos trazido grandes melhorias”, disse Schenkel.
 
Agora é Guerra - Durante a programação, os produtores: Ademar Marçal, Marcelo Kappes, Cézar Busato, Celito Missio e Celito Breda, relataram sobre as ações do Programa Fitossanitário da Bahia, que desde outubro de 2015, desenvolve a Campanha Agora é Guerra, para combate ao bicudo-do-algodoeiro. “Já enfrentamos vários desafios, com a Helicoverpa que foi eliminada, com o bicudo que continua, mas somos confiantes e acreditamos que a cotonicultura na Bahia, ainda vai voltar a ser um bom negócio. Já declaramos guerra, os núcleos estão montados, os nossos generais estão em campo, e não podemos mais plantar algodão com bicudo na região, daí a importância de trabalharmos para a eliminação da praga”, disse o coordenador do Programa Fitossanitário da Bahia, Celito Breda.
 
O evento contou com a participação de produtores, diretores da Abapa, presidente do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), Haroldo Rodrigues da Cunha, presidente da Fundação Bahia, Ademar Marçal, presidente da Apratins, Isabel da Cunha, diretor executivo da Associação Piauiense dos Produtores de Algodão (Apipa), Francisco de Sales Batista Archer, presidente da Aiba, Júlio Cézar Busato, presidente da Acrioeste, Cézar Busato, presidente da AEAB, Paulo Mundel, presidente da Aciagri, Adilson Campos, chefe geral da Embrapa Algodão, Sebastião Barbosa, coordenador de desenvolvimento fitossanitário da Adab, Urbano Pinchemel Cardoso, diretor de indústria e comércio de Luís Eduardo Magalhães, Carlinhos Piorozan, secretário de meio ambiente, Alexandre Rocha, assessor de políticas nacionais e internacionais da Ufob, Almir Vieira Silva, e representantes da imprensa. 

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