Palma de óleo garante renda aos produtores da Região Amazônica
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Agronegócio

Palma de óleo garante renda aos produtores da Região Amazônica

Também conhecida como dendê, planta está totalmente adaptada às condições brasileiras
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A palma de óleo, também conhecida como dendê, está totalmente adaptada às condições brasileiras de clima e solo. “Trata-se de uma das melhores opções para nós, produtores, já que cada dez hectares geram renda líquida de aproximadamente R$ 1,7 mil a R$ 2 mil mensais”, afirma Roberto Yokoyama, que trabalha com a cultura no Pará. Empresários, pequenos e médios produtores, representantes do setor privado e do governo do Brasil e de mais de 17 países estão reunidos em Belém (PA) até esta quinta-feira, 26 de agosto, na 2ª Conferência Latino-Americana da Roundtable on Sustainable Palm Oil (Mesa-Redonda do Óleo de Palma Sustentável).

O produtor explica que, por ser uma cultura permanente, a palma frutifica durante os 12 meses do ano. Para ele, o Programa de Produção Sustentável da Palma de Óleo no Brasil, vai incentivar os agricultores da região a adotar essa forma de produzir. O projeto foi elaborado pelo governo para proteger a floresta amazônica, gerar emprego e renda e promover o desenvolvimento da oleaginosa, com preservação do meio ambiente, sem destruição o bioma.

Com mais de 30 milhões de hectares aptos para o plantio na Região Amazônica e no Nordeste e Sudeste, o Brasil expandirá o cultivo da oleaginosa para áreas degradadas. “O País tem potencial para se tornar o maior produtor do óleo de palma do mundo, beneficiando pequenos e médios agricultores, que transmitiram as técnicas da produção de geração em geração”, explica o secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Manoel Bertone.

Bertone disse, ainda, que a palma abre as portas para o desenvolvimento de outro mercado, o de produção de energias renováveis como fonte de biocombustíveis. O Brasil tem mais de 47% de matriz energética renovável, é autossuficiente no consumo de energia e pode contribuir ainda mais para a sustentabilidade do planeta.

Para a comunidade amazônica, indústria, agricultores e governo federal, o cultivo do óleo de palma é uma atividade econômica com uma série de vantagens e oportunidades. Para se ter ideia do tamanho do mercado nacional, em 2008, o Brasil importou 63% do produto destinado à indústria, crescimento de 45% em relação a 2003. Isso sem contar com o mercado internacional, que cresce em igual proporção.

Nas discussões finais da conferência, programadas para esta quinta-feira (26), serão debatidos temas como o futuro da cultura de palma na América Latina, os rumos que o Brasil vem tomando no setor e os desafios para o desenvolvimento da Amazônia brasileira.

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