Pavan projeta objetivos para 2012


Agronegócio

Pavan projeta objetivos para 2012

Novata na estrutura pública estadual, a Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo passou 2011 arrumando a casa
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Novata na estrutura pública estadual, a Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo passou 2011 arrumando a casa. Partiu do zero, criou programas, buscou orçamento e contratou. Nesta entrevista, Pavan, explica que foi possível avançar em pontos prioritários e promete: 2012 será para execução de programas.


Correio do Povo: Quais os avanços obtidos em 2011?

Ivar Pavan: O primeiro avanço foi a anistia de dívidas de R$ 63 milhões beneficiando a 45 mil agricultores familiares, assentados, pescadores e beneficiários dos programas. Famílias que voltaram a ter acesso a crédito para investir. Lançamos, pela primeira vez na história, o Plano Safra Estadual que, além do crédito e seguro, estimula a diversificação. Outro avanço, o programa de desenvolvimento para cooperativas traz nove ações, como a equiparação ao Simples Gaúcho.

CP: Quais são as prioridades para 2012?

Pavan: O primeiro ano foi de estruturação, no próximo teremos a execução mais acelerada de todos os programas. Disponibilizaremos por exemplo, crédito de até R$ 10 mil por meio do Banrisul, no programa Mais Alimentos, com juro zerado pelo Estado.


CP: Quais as metas dos programas Leite Gaúcho e Irrigando a Agricultura Familiar?

Pavan: No Leite Gaúcho, a meta é formar mil grupos de 30 famílias e isso está em andamento. Queremos também é estimular a adesão de novos grupos, como quilombolas, indígenas e agricultores em transição do tabaco que buscam a diversificação. Na irrigação e usos da água, conveniamos mais 700 projetos de microaçudes e pretendemos chegar a mais de 1,2 mil em 2012.

CP: Quais são as ações na área da reforma agrária?

Pavan: Serão destinados R$ 126 milhões a partir de um convênio com o Incra, que disponibilizará R$ 100 milhões, além de R$ 26 milhões de contrapartida do Estado para compra de terra. Para a recuperação de assentamentos existentes, teremos R$ 30 milhões do BNDES, mais R$ 30 milhões do Estado. Esses recursos serão aplicados na qualificação estrutural, com infraestrutura básica, como estradas, energia elétrica, equipamento para cooperativas e recuperação de solo. Também foi estabelecida a indenização das famílias que estavam em áreas indígenas da Serrinha, de Nonoai e de Monte Caseiros. Foram liberados R$ 2 milhões em 2011 e em 2012, serão R$ 500 mil por mês até a finalização. Essa é uma dívida que o Estado corrige e que os agricultores esperam pelo acerto há mais de 10 anos.


CP: Como está a representação da SDR no Interior?

Pavan: A secretaria está estruturada em 17 coordenadorias que trabalham em parceria com as regionais da Emater na aplicação dos programas.

CP: Quais são os planos para a Emater?

Pavan: Foi um ano muito importante porque retomamos liminarmente o caráter filantrópico da Emater. Também ampliamos o convênio, chamando 200 novos profissionais e repomos outros 100. Em janeiro, faremos nova seleção. Isso é sinal de que o governo está dando muita importância para a assistência técnica.

CP: Quais os planos para a Ceasa?

Pavan: Vamos investir mais de R$ 12 milhões na empresa a partir de 2012. A intenção é iniciar o processo de descentralização e, assim, regionalizar o abastecimento. Queremos que a agroindústria priorize o abastecimento regional e que somente o excedente siga para a Ceasa em Porto Alegre. Também estamos estruturando o Banco de Alimentos em parceria com prefeituras da região Metropolitana.

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