Pecuaristas do PR estão em alerta com caso de raiva
Foco detectado no Noroeste do Estado fez Seab tomar medidas preventivas
A descoberta de um foco de raiva em uma propriedade rural em Querência do Norte, região Noroeste do Paraná, deixou a Supervisão Técnica Regional de Defesa de Sanidade Animal em alerta. Há uma semana médicos veterinários trabalham na zona rural de Icaraíma e Ivaté conscientizando os criadores de bovinos e eqüinos para que vacinem os animais numa tentativa de evitar que a doença chegue à região de Umuarama.
O último caso de raiva registrado na região foi em 1986, em uma propriedade localizada no trecho entre Umuarama e Xambrê. Porém, o foco detectado em Querência do Norte há duas semanas, num raio de menos de 12 km de distância de Icaraíma e Ivaté, requereu medidas preventivas em caráter de urgência.
A campanha desencadeada pelo Núcleo Regional da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab) além da imunização do rebanho também tem como propósito alertar os produtores para que caso identifiquem animais com sinais de mordedura do morcego Desmodus Rotundus, transmissor do vírus da raiva, comuniquem a secretária para que equipe de Sanidade Animal possa localizar o abrigo do hematófago e fazer a captura.
As ações planejadas pela Seab deverão atingir mais de 60 propriedades rurais que estão na zona de risco, próximo às margens do rio Ivaí. Segundo o chefe da Supervisão Técnica Regional de Defesa Sanitária Animal, Jesus Pereira Camacho, os criadores também estão sendo orientados para evitar contato físico com animais que apresentem sintomas da doença como salivação, tremor muscular e paralisia. “Caso o campeiro tenha algum ferimento e tenha contato com a saliva do animal pode adquirir o vírus. Na propriedade onde foi encontrado foco da doença todas as pessoas já foram encaminhadas para exame e estão recebendo vacina”, explicou.
Doença
A raiva aparece com maior incidência na região Sul do Estado, porém por razões ainda desconhecidas pela equipe de Sanidade Animal da Seab os hematófagos migraram para o Noroeste, o que trouxe riscos de prejuízos para criadores. O animal que adquire o vírus da raiva não chega a ser submetido ao sacrifício, uma vez que, a doença mata em um período de sete dias. Dificilmente o homem contraí o vírus através do consumo da carne contaminada, o contato com o bovino ou eqüino contaminado é a principal forma de contágio.