Pequenas indústrias jogam fichas no embarque de café
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Agronegócio

Pequenas indústrias jogam fichas no embarque de café

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Seguindo o caminho trilhado por empresas que exportam suas marcas, como Cia. Cacique, Café Bom Dia e Astro Café, companhias de pequeno porte apostam em suas marcas para embarcar café torrado e moído. "O mercado internacional tem se mostrado extremamente receptivo ao produto brasileiro", afirma o presidente do Sindicato da Indústria de Café do Estado de São Paulo, Nathan Herszkowicz.

A paulista Café Guarani de Barretos iniciou as exportações após ser procurada pela distribuidora italiana Fresh and Cold, que buscava um fornecedor para competir com a produtora de expresso Lavazza. "O café pronto brasileiro possui alta qualidade e preço mais baixo que o praticado por traders da Alemanha e Itália", diz o proprietário da companhia, Walter da Silva Ferreira.

A torrefadora, que embarcou em fevereiro passado 26 toneladas de café com a marca Rodeio de Barretos, espera elevar os embarques para 100 toneladas por mês este ano, gerando receita de US$ 800 mil. Para isso, negocia com distribuidores de 15 países.

Outro mercado que procura o café pronto brasileiro é a Rússia. A empresa Sancoffe - que representa 21 produtores do sul de Minas Gerais - , entrou naquele país em janeiro, com o café torrado em grãos sob a marca Santo Antonio State Coffee. "Também estamos negociando com Alemanha, Suíça, Estados Unidos e alguns países do leste europeu", adianta o diretor-executivo da empresa, Henrique Cambraia.

A maioria dos cafeicultores, no entanto, começa a embarcar para os Estados Unidos. A Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Pinhal (Coopinhal), já fechou contrato para entrega de 12 toneladas por mês, sob a marca State Coffee Coopinhal. "É o único meio de agregar valor", avalia o presidente da Coopinhal, Manoel Carlos Gonçalves Júnior.

A Café Canecão também embarca, até junho, 8 toneladas de café torrado em grãos com a marca Canecão, para redes de supermercados de Miami. "A empresa já investiu R$ 20 mil em embalagens para adequar-se ao gosto do consumidor", conta o diretor comercial da empresa, Natal Martins. A expectativa é gerar uma receita mensal de US$ 150 mil com os embarques.

Iniciando no mercado externo há dois anos, a mineira Vereda Alimentos embarca café torrado em grão para para Austrália, Espanha e Estados Unidos, sob a marca Vereda e com selo Cafés do Brasil. "O produto tem grande receptividade do mercado internacional", afirma o sócio-gerente Diogo Carvalho Bellotti.

Segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), a participação do café torrado e moído nas receitas totais com exportações de café subiu de 0,3% para 0,8% em 2003, atingindo US$ 12,8 milhões de um total de US$ 1,53 bilhão. A expectativa é que essa participação dobre este ano, com vendas externas de US$ 29 milhões, e chegue a US$ 100 milhões até 2006.


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