Perda de qualidade na 2ª safra sustenta preços do feijão

Agronegócio

Perda de qualidade na 2ª safra sustenta preços do feijão

O carioca extra foi cotado entre R$ 105 a R$ 110,0/saca, possibilitando níveis ao redor de R$ 90/saca para o melhor padrão nas regiões produtoras de Goiás
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A semana abriu com um alto volume de ofertas de feijão no atacado paulista, o segundo maior deste mês de junho. A disponibilidade foi reportada em 32.300 sacas, contra 26.400 sacas no início da semana passada e 20.800 sacas no início da semana retrasada. As vendas melhoraram um pouco, atingindo 7.800 sacas no dia, mas representando apenas 24% da disponibilidade. Apesar das elevadas sobras, o mercado do carioca na Bolsinha/SP iniciou a semana com R$ 5/saca de alta.

O carioca extra foi cotado entre R$ 105 a R$ 110,0/saca, possibilitando níveis ao redor de R$ 90/saca para o melhor padrão nas regiões produtoras de Goiás. A comercialização no Estado ainda oscila mais comumente entre R$ 60 a 80/saca, com uma alta bem menos expressiva em relação ao atacado paulista. Os elevados estoques disponíveis no País certamente são formados por grão de menor qualidade, o que vai dando fôlego de alta para o produto de melhor qualidade, cada vez mais escasso com o avanço da comercialização da segunda safra.

As perdas de safra no Paraná e a tendência de redução de plantio na terceira safra nacional vão contribuindo para a maior procura dos compradores pelos melhores tipos de carioca. As mais recentes informações no Paraná indicam uma quebra de 22% na segunda safra em virtude da falta de chuvas ocorrida até o mês de maio. Das 450 mil toneladas esperadas inicialmente, estima-se que o Estado colheu apenas 350 mil toneladas. Ainda assim, o volume é bem próximo do colhido no ano passado (341 mil toneladas), colaborando para as sobras no atacado paulista.

Portanto, os firmes preços neste término de colheita da segunda safra referem-se muito mais a uma perda da qualidade de produto disponível, do que propriamente de desabastecimento do mercado nacional. Ressalta-se que no Nordeste o excesso de chuvas em algumas regiões vai promover as duas situações. Em sua última estimativa de safra, a Conab já sinalizava uma colheita 11% menor no Nordeste neste ano.

Veja tabela de dados em: http://www.faeg.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=2779&Itemid=112

A análise de mercado de feijão é realizada diariamente pela Gerência de Estudos Técnicos e Econômicos da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG).

Gerente de Estudos Técnicos e Econômicos: Edson Alves Novaes
Responsável técnico: Adriano Vendeth


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