Perfil de produtos com carne bovina começa a mudar no interior do MS
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Agronegócio

Perfil de produtos com carne bovina começa a mudar no interior do MS

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A chamada região do Bolsão, composta pelos municípios de Três Lagoas, Brasilândia, Água Clara, Chapadão do Sul, Cassilânida, Inocência, Paranaíba, Aparecida do Taboado e Selvíria, compõe uma das divisões feitas pelo programa da Cadeia da Carne de Mato Grosso do Sul, com o objetivo de desenvolver os segmentos da cadeia e facilitar o acesso dos envolvidos com o Núcleo Gestor do programa.

Cassilândia, localizada a 489 km da capital, Campo Grande, recebeu um dos três treinamentos oferecidos este ano na região, que já capacitaram 175 pessoas no Bolsão. Trata-se de Embutidos de carne bovina, que teve duas turmas, no período de 19 a 23 de maio, envolvendo 24 profissionais de supermercados e açougues e aconteceu sob a responsabilidade do Senai de Três Lagoas.

Segundo o instrutor José Roberto Alves, o principal objetivo do treinamento é esclarecer e alertar sobre a utilização de aditivos químicos. “O uso do sal de cura, que contém nitrito e nitrato de sódio, precisa ser racionalizado para não prejudicar a saúde do consumidor, o uso irracional pode até causar câncer”, afirma. Ele também diz que uma das formas de melhorar a situação seria controlar a venda da química, com comercialização somente para estabelecimentos credenciados, que poderiam ser inspecionados por técnicos do governo, da Cadeia da Carne, do Senai, Senar, entre outros.

Uma característica comum deste treinamento em todos as localidades em que foi aplicado, é reunir profissionais com muita experiência e outros mais jovens. Para Argil Goulart Filho, açougueiro há 25 anos, o que muda agora não é exatamente a técnica e sim o processo. “Antes nós utilizávamos os produtos de acordo com que considerávamos correto, não havia medidas e os cuidados com a higiene eram poucos. Isso mudou, agora vou colocar em prática no açougue que trabalho. Estou contente por ter participado, está é a primeira vez que acontece um curso destes por aqui”, contou.

Açougueiro há 15 anos, Valdir de Freitas, afirma que a principal vantagem do treinamento é a economia de material, possível com a utilização correta. “Agora sabemos que se utilizarmos de forma certa a química, nós gastamos menos e não arriscamos a saúde de quem compra nossos produtos. No açougue em que trabalho tenho um colega que não pode participar do curso, estou passando tudo para ele e ele ficou bastante contente com as informações, queremos manter esta prática para não voltarmos a fazer errado”.

Iniciativa

Em Cassilândia, o treinamento foi possível através do apoio da Associação Comercial e Industrial do município, que viabilizou o material utilizado no treinamento. “Estamos buscando parcerias para desenvolver as atividades profissionais. O programa Cadeia da Carne contribuiu para que nós déssemos uma nova dinâmica a nossa administração”, afirma Admar Leal Filho, presidente da associação, no cargo desde fevereiro deste ano.

Segundo o técnico do Senai de Três Lagoas, Luiz Guilherme Gonçalves, o município de Três Lagoas deve receber mais uma turma do treinamento de embutidos em julho.

O Núcleo Gestor do programa Cadeia da Carne é formado pela Acrissul, AMAS, ASBRAM, ASPNP, Banco do Brasil, DFA, Embrapa, FIEMS/SENAI, Famasul, Governo do Estado, através da Secretaria de Produção, Sebrae/MS, Sicadems, Senar e UFMS.


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