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Perspectivas econômicas: COPOM aponta para redução da Selic em maio

Mesmo com a recente alta do dólar, por unanimidade, o COPOM reduziu de novo, no sexto momento, a taxa Selic de 11,25% para 10,75%


Os balanços das análises na conjuntura da economia interna e externa das últimas reuniões foram positivas Os balanços das análises na conjuntura da economia interna e externa das últimas reuniões foram positivas - Foto: Pixabay

A ata da 261º reunião do Comitê de Política Monetária (COPOM) coordenado pelo Banco Central do Brasil (BCB) realizada em 19 e 20 de março relata as informações mais importantes discutidas durante o evento. O documento serve de comunicação básica para o público que atua nos negócios do agro acompanhar as decisões tomadas.

Os balanços das análises na conjuntura da economia interna e externa das últimas reuniões foram positivas. O Copom cumpriu o papel para coordenar as expectativas dos agentes financeiros e aumentar a potência de política monetária. A respeito da duração do período de alinhamento dos índices macroeconômicos, o COPOM pondera em manter a política monetária contracionista. 

A volatilidade dos índices pesquisados a cada semana pelo Boletim Focus segue em ritmo de redução, de acordo com as expectativas do relatório de mercado registrado em 22 de março. O Produto Interno Bruto (PIB) avançou para 1,80%, enquanto se mantém em 2,0% há quinze semanas para 2025, e trinta e cinco semanas para 2026.

Mesmo com a recente alta do dólar, por unanimidade, o COPOM reduziu de novo, no sexto momento, a taxa Selic de 11,25% para 10,75%. Essa decisão aconteceu quando pela quinta vez em seguida, o Comitê Federal de Marcado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) nos Estados Unidos manteve os juros em patamares altos, no intervalo de 5,25% e 5,50%). Na visão internacional, o olhar desinflacionário se mostra incerto, com impacto nas condições financeiras globais.

Para completar, cabe avaliar a evolução feita pelos membros do COPOM, tendo em vista o processo de desinflação na economia interna. Houve balanço de riscos em cima de amplo conjunto de informações disponíveis. O colegiado optou em comunicar, que se inalterado o quadro previsto, haverá na próxima reunião, de 07 e 08 de maio, redução de mesma magnitude (0,5%) na taxa Selic, para 10,25%. Em resumo, condição para conduzir de forma apropriada a política monetária contracionista necessária para o processo desinflacionário.
 

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