Peru notifica Doença de Newcastle em sua avicultura
Nos dois casos, o plantel afetado está identificado como “criações de fundo de quintal e/ou domésticas"
Nos dois casos, o plantel afetado está identificado como “criações de fundo de quintal e/ou domésticas”. Mas o número de aves suscetíveis e mortas pela doença (5.300 cabeças em um plantel de 7.006 aves) sugere tratarem-se de criações comerciais.
Isso, aliás, fica claro no relatório do Serviço Nacional de Saúde Animal (SENASA) do Peru à OIE. No documento é mencionado que entre 25 e 28 de junho de 2008 (isto é, quase três meses atrás), a unidade do órgão em Arequipa foi informada da ocorrência de uma alta mortalidade de aves na zona de Pachacutec. Após inspeção, o técnico local que visitou o galpão afetado (confirmação de que não eram aves de fundo de quintal ou de criações domésticas) coletou amostras e determinou a quarentena do local. Em 4 de julho o laboratório central do SENASA
confirmou a presença do vírus da Newcastle no material coletado, resultado que seria ratificado 60 dias depois (5 de setembro) pelo Laboratório dos Serviços Veterinários Nacionais (NVSL) dos EUA, ao qual também foram enviadas amostras. O relato do SENASA se resume ao foco de Arequipa, não havendo referências ao caso de Cusco.
Clique aqui para acessar a página de “Mensagens de Alerta” na qual a OIE apresenta detalhes sobre a presente ocorrência no vizinho Peru. Por sinal, na mesma página, se encontra relato do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) a respeito da detecção de foco de Influenza Aviária no Estado de Idaho.
Segundo o USDA, esse foco foi causado por cepa do tipo H5N8 (e não do tipo H7N3, como inicialmente se ventilou), envolvendo um plantel de cerca de 30 mil aves de caça (como faisões e perdizes). O H5N8 também está caracterizado como de baixa patogenicidade.